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Agro&cultura

Para Mamãe e Vilá


Que casa é aquela

Sem porta, sem trinco,

Por onde passeiam

As mortas em par?

Por onde perpassa

Esse tardo silêncio

Se ouço soluços

Das mortas em par?

E a luz vespertina

A andar pela casa

Pisando as figuras

Das mortas em par?

E a grama secando

Sem vento, sem água,

Querendo o carinho

Das mortas em par?

Por onde ficaram

Os lençóis, os chinelos,

As horas, os dias

Das mortas em par?

Que casa é aquela

Sem resposta alguma

De alguma notícia

Das mortas em par?

(Este poema faz parte da obra Teoria dos Afetos, de 2010, da autora)
 

* Poetisa cearense, membro da Sociedade Amigas do Livro (SAL) e da Academia Cearense da Língua Portuguesa (ACLP).

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