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Agro&cultura

Por Rafaele Esmeraldo

Você sabe como surgiu o sobrenome da sua família? Os europeus, em torno do século doze, tinham o costume de dar apenas um nome para os seus descendentes. Pensa-se que devido ao isolamento das comunidades feudais as pessoas não sentiam a necessidade de terem outros nomes que as distinguissem umas das outras. Porém, com o crescimento da população, foi preciso identificar os indivíduos com nomes diferentes. Dessa forma, evitariam confusão, por exemplo, em documentações de herança e entrega de mercadorias.

Há várias classificações quanto às origens dos sobrenomes. Podem ser por localidade (toponímicos ou locativos), como: Flávio Belmonte (Belo Monte); parentesco: patronímicos (nome pessoal paterno) e matronímicos (nome pessoal materno); ou apelativos (características físicas ou atributos pessoais do primeiro portador a quem ele foi dado), como Alexandre Costa Curta, José Calvo, João Lobo. Existem também os sobrenomes ocupacionais (derivados da ocupação, trabalho ou ofício da pessoa), como criadores de bezerros, carneiros, pintos e rolinhas, que se tornaram Bezerra, Carneiro, Pinto e Rola. Também obtinham esses nomes devido às semelhanças físicas e temperamentais dos animais.

Os sobrenomes, portanto, descreviam ou identificavam o trabalho desempenhado por cada indivíduo. A Europa, na Idade Média, possuía vilarejos no campo pertencentes aos senhores feudais. Eram necessárias pessoas para arar a terra, cuidar dos animais e construir casas. Quando o escrivão registrava o indivíduo, identificava-o pela ocupação ou trabalho. Na maioria das vezes, os descendentes continuavam desempenhando as mesmas atividades que os pais, para os mesmos senhores feudais, motivo pelo qual mantinham o mesmo sobrenome.

Atualmente é muito comum encontrar pessoas que carregam sobrenomes ocupacionais. A enfermeira cearense Ana Carolina Rola, 28 anos, acredita que tem descendência portuguesa. “Quando criança sofri vários constrangimentos porque todos me chamavam de ‘rola’. Era muito complicado, mas superei tomando algumas atitudes”.  A técnica em saneamento ambiental, Neyanne Carneiro, 25 anos, também tem lembranças das gozações com o sobrenome herdado do seu pai. “Amigos da escola – e até hoje – me chamam de ‘carneiro’, fazem imitações, mas levo na esportiva”. A acadêmica de fisioterapia, Juliana Pinto, também foi alvo de brincadeiras na escola.

Assim é que moradores de uma localidade onde se cultivavam oliveiras (árvore que gera a azeitona) passaram a ser chamados de “Oliveira”. Da mesma forma, surgiram os sobrenomes Pereira (peras), Macieira (maçãs) e tantos outros. A advogada Rafaella Oliveira, 25 anos, felizmente, nunca passou por constrangimentos.

No Brasil, a maior parte dos sobrenomes é de origem portuguesa e chegou com os colonizadores.

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Origem dos “Silva”

Em latim significa “selva”. Pessoas denominadas dessa forma tinham origem imprecisa, sem certeza de qual cidade ou região procediam. O Silva foi atribuído aos que não carregavam nomes de família. Até hoje, no Brasil, é o sobrenome mais comum, usado pelo maior número de cidadãos.


Foto: Divulgação

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