AgroValor Publicidade
Agro&cultura

por César Cals Neto*

A ‘Internet das Coisas’ é uma revolução tecnológica caracterizada pela forte utilização da computação, tendo como objetivo estabelecer um relacionamento entre objetos inteligentes por meio da Internet. Essa transformação está sendo viabilizada pela oferta maior de banda larga, computação em nuvem (tecnologia que propicia mais espaço para armazenar dados, mobilidade, disponibilidade 24 horas ao dia), chips, processadores, sensores e outros dispositivos, mais baratos e eficientes, cada vez menores. Esses custos têm se reduzido em razão das possibilidades de produção em larga escala e, ainda, pela própria evolução da tecnologia.

A nova onda tecnológica pode ser aplicada no segmento do agronegócio, como no controle de temperatura em estufas, na coordenação de logística, na segurança alimentar e nas fazendas agrícolas robóticas.

A temperatura, umidade e intensidades da luz e a umidade do solo podem ser monitorados através de vários sensores ligados a sistemas de alertas para desencadear ou automatizar processos, como irrigação, controle de temperatura e umidade no ambiente. Podem também identificar os primeiros sinais de pragas ou doenças. Esse monitoramento permite usar menos água, fertilizantes, defensivos agrícolas e energia, com a obtenção de melhores resultados.

Na coordenação de logística, através de GPS, RFID (identificação por radiofrequência) e outros sensores baseados em localização, produtos como legumes podem ser rastreados e monitorados visualmente durante o transporte e armazenamento. Isso também pode facilitar a programação e aumentar a automação na cadeia de abastecimento. Em pouco tempo, uma caixa de leite trará um sensor que identifica se a bebida está própria para o consumo, deixando uma etiqueta verde se estiver bom e vermelho se não estiver. Será possível, por exemplo, ser identificada uma remessa de leite que azedou antes do tempo, permitindo ao fabricante encontrar o caminhão que levou essa remessa e verificar os motivos dessa ocorrência, inclusive se ele não estava com a temperatura de resfriamento adequada.

Quanto à segurança alimentar, toda a cadeia de suprimentos – desde a exploração agrícola, logística e varejo – está se tornando ainda mais conectada com a informação. Os produtos alimentares e ingredientes podem ser rastreados e acompanhados, propiciando uma elevação do nível de confiança dos consumidores.

As fazendas do futuro serão gerenciadas a partir de centros futuristas de comando que permitem a utilização de "mini-drones" (veículo aéreo remotamente pilotado) e "tratores- robôs", em tempo real. Em breve, enxames de robôs poderão assumir todo o trabalho duro. Um novo robô, ainda em fase experimental, foi projetado para plantar sementes no campo, coordenados como “peões robóticos”. Enxames de "mini-drones" poderão vistoriar culturas em alturas baixas, proporcionando leituras sobre as condições e taxas de crescimento, sendo certo que os dados colhidos poderão subsidiar decisões sobre a melhor hora de colher, onde aplicar fertilizantes e pesticidas. O futuro pode até ser orgânico: predadores naturais – como "joaninhas" – podem ser mobilizados em resposta às pragas com possibilidades de eclosões iminentes.

O setor da saúde também será revolucionado, a partir de aplicativos que coletarão dados (frequência cardíaca, calorias queimadas, açúcar no sangue, colesterol e pressão arterial) que estarão facilmente acessíveis, com um simples toque, e estarão armazenados em um só lugar, possibilitando uma visão clara e atual da saúde de uma pessoa.

A tecnologia revolucionária aplica-se ainda a várias outras situações. Nas casas inteligentes, por exemplo, objetos de diferentes ambientes (cozinhas, áreas de serviço e outros) se comunicarão entre si. Será possível consultar no smartphone o que tem na geladeira e, enfim, controlar praticamente tudo o que está acontecendo em casa. Nas ruas, carros sem motoristas integrarão tecnologias de sensores, de controle e mapeamento, para determinar as melhores opções de ação e poder executá-las de forma mais segura e confiável do que poderia ser realizado pela pessoa comum. No trabalho, essas tecnologias serão utilizadas para reduzir custos e liberar os colaboradores de tarefas que diminuem suas produtividades. Telepresenças robóticas (presença física em um local remoto) e videoconferências com hologramas (onde “dublês” representariam as pessoas) ilustram grandes possibilidades. Óculos e relógios inteligentes, computadores vestíveis, automação nas compras de supermercados são outros exemplos dessa onda tecnológica que está apenas no começo. Vamos aproveitá-la.

*Gerente de Tecnologia da Informação (TI), do Sistema Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design