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Agro&cultura

da Redação

A necessidade humana de medir o tempo vem desde eras remotas. Os antigos egípcios inventaram o relógio de sol. Depois surgiram outras tecnologias, além de fusos ou zonas horárias e “horários de verão”.

Nós, seres humanos, precisamos dos relógios para “facilitar o agendamento dos compromissos e atividades, como reuniões e festas”, afirma o geógrafo Eduardo de Freitas, do site Brasil Escola.

Mas, e os animais, os ditos irracionais, como se comportam em relação ao tempo “inventado” pelos humanos? O geógrafo Freitas confirma que animais e plantas não precisam de informações do tempo. “A necessidade de conhecer as horas é algo especificamente social”.

Quem convive, no campo, com os bichos percebe melhor a natureza deles. “Os animais se comportam pela luz natural, a luz solar”, diz o gerente da Fazenda Libanus, em São Gonçalo do Amarante (CE), Robson Lima. Para ele, os bichos se comportam com sabedoria: “Ao cair da tarde”, quando o sol já vai se pondo, “eles se acalmam”, se recolhem ao seu local de sono.

Lima, que é técnico em agropecuária, explica também por que os ruminantes fazem sempre o processo digestivo à noite: “As noites são calmas”. Ao raiar do dia, no entanto, é o inverso. E na sua experiência de profissional rural, observa que, ao nascer do sol, “a passarada desperta, os galos cantam, os animais se movimentam nas cocheiras”, é o dia começando oficialmente para os habitantes do meio rural, independentemente do horário de Brasília ou de qualquer outro fuso horário ou de “verão” brasileiro, que não é válido para as regiões Norte e Nordeste.

Portanto, assim como preconiza na cartilha do Ministério da Agricultura (Mapa) sobre o bem-estar animal nos momentos de descanso, os procedimentos e rotinas nas propriedades rurais se ajustam “ao comportamento natural dos animais”. Ou seja, o nascer do sol é o relógio determinante. Todo o manejo é ajustado nesse sentido, e orienta para que não haja nenhuma mudança de tratamento ou de qualquer tipo de manejo por causa do horário de verão, garante Lima. A regra é tão rigorosamente observada, por exemplo, que, no caso da granja da propriedade – galinhas caipiras –, para evitar o estresse, a apanha dos ovos sempre é feita à noite, “quando elas estão calmas”, completa.

Confirmando o respeito à contagem do tempo pela luz solar no meio rural, o geógrafo Freitas afirma que “apesar de ser uma tecnologia antiga, o relógio de sol ainda é utilizado nos dias de hoje, em praias e áreas abertas”.

CURIOSIDADES

• O fuso horário é um sistema criado em 1883 para padronizar o horário mundial 

• No Brasil, o horário de verão foi adotado, pela primeira vez, em 01 de outubro de 1931, através do Decreto No 20.466, abrangendo todo o território nacional

Fotos: Divulgação

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