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Agro&cultura

por Rafaele Esmeraldo

De entreposto fiscal instituído pela coroa portuguesa a local icônico dos tempos atuais, já se vão 388 anos. A maior feira a céu aberto da América Latina, com seu forte e diversificado comércio que exerce grande impacto na economia de Belém e de outras cidades do entorno, recebe o original nome de Ver-o-Peso.

A história do grande mercado se confunde com a história de Belém. Preserva uma rica memória arquitetônica, é um grande ponto de referência de comércio informal, gera cerca de cinco mil postos de trabalhos, diretos e indiretos, além de centenas de estabelecimentos comerciais formais. É o maior entreposto informal de pescado do Pará, inclusive exportando para diversos estados do Brasil. Abriga ainda a Feira do Açaí, sendo também ponto de comércio de frutas exóticas e vasta variedade de ervas medicinais, artesanato e culinária, sendo ainda referencial turístico da capital.

Atualmente, o Ver-o-Peso contempla cinco setores constituídos pelos seguintes espaços físicos: Feira do Ver-o-Peso, Mercado da Carne, Mercado do Peixe, Pedra do Peixe e Feira do Açaí. O complexo soma ao todo 1,965 espaços de comercialização.

O administrador do Ver-o-Peso, Milton de Assis, relata: “O açaí e o pescado são comercializados, diariamente, em larga escala, devido à modalidade de comércio em atacado, porém, de forma sazonal observamos que em outubro, no período do círio [festa religiosa Círio de Nazaré], também há grande consumo de maniva [mandioca] moída e tucupi”.

O administrador afirma que existem empreendedores que trabalham no local há mais de sessenta anos, porém, em média, a maioria atua há cerca de vinte anos. Estima-se que circulem todos os dias pelo mercado por volta de oito mil pessoas, número triplicado em época de festas tradicionais. Observam-se visitantes de todas as regiões do país, com destaque para as regiões Sudeste e Nordeste e, com relação a estrangeiros, predominam os norte-americanos e europeus.

Frequentadora assídua há vários anos do Ver-o-Peso, a empresária paraense Márcia Neves Bitar justifica assim sua preferência pelo local icônico: “Em função da localização estratégica – à beira-rio –, os pequenos barcos pesqueiros podem ancorar ao lado do mercado e os peixes nobres, como filhote e pirarucu, são vendidos fresquinhos, propiciando ao consumidor um sabor inigualável. Compro também frutas típicas da nossa região, tipo pupunha, cupuaçu e bacuri, que nos permitem fazer deliciosas sobremesas e entradas. Quando recebo amigos de outros lugares, vou ao mercado comprar maniva para fazer a maniçoba, uma comida típica da região, e jambu, para o famoso tacacá e pato no tucupi”. Márcia afirma que chefs de várias localidades do Brasil e de outros países chegam para conhecer e testar esses produtos, divulgando cada vez mais a sua qualidade. Vale ressaltar que os preços são considerados justos.

SERVIÇO

Mercado Ver-o-Peso
Bairro da Campina
Centro Histórico de Belém (PA)

Açaí
O fruto nativo típico do Pará é rico em ferro e compõe a base alimentar de muitas famílias. Consumido de várias formas, sendo a mais comum com farinha de tapioca acompanhado de peixe frito, de preferência o pirarucu, é ainda consumido com charque frito ou assado.

Fotos: Jean Barbosa, Neldson Neves

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