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Agro&cultura

por Felipe Cilli*

No começo da colonização do Brasil, a partir de 1530, a produção açucareira apareceu como primeiro grande empreendimento de exploração. Afinal, os portugueses já dominavam o processo de plantio e processamento da cana-de-açúcar, já realizado nas ilhas atlânticas.

Para que esse trabalho fosse realizado, os portugueses optaram pelo uso da mão de obra escrava. No processo de fabricação do açúcar, os escravos realizavam a colheita da cana e, após ser feito o esmagamento dos caules, cozinhavam o caldo em enormes tachos até se transformarem em melado. Nesse processo de cozimento, era fabricado um caldo mais grosso, chamado de ‘cagaça’, que era comumente servido junto com as sobras da cana para os animais.

Tal hábito fazia com que esse caldo fermentasse com a ação do tempo e do clima, produzindo um líquido de alto teor alcoólico. Desse modo, é possível que tenham sido os animais de carga e pasto os primeiros a experimentaram da nossa cachaça.

Outra hipótese conta que os escravos misturaram um melaço velho e fermentado com um melaço fabricado no dia seguinte, e que acabava fazendo com que o álcool presente no melaço velho evaporasse e formasse gotículas no teto do engenho que pingavam em suas cabeças, daí surgiria o nome “pinga”.

Em alguns relatos do século XVI a bebida aparecia como uma espécie de ‘vinho de cana’, somente consumida pelos escravos e nativos. Entretanto, à medida que a bebida se popularizava, os colonizadores começaram a substituir as caras bebidas importadas da Europa pela popular e acessível cachaça.

Dentro da cozinha ela também vem sendo muito utilizada. Colocar um pouco de cachaça na massa de pastel para ficar mais crocante é uma das maneiras; ou em marinadas, porque ajuda a amaciar carne; e até para flambar qualquer tipo de prato. Lembrando que o resultado final será outro, afinal o sabor da cachaça é marcante e o teor alcoólico é alto. 

Sempre fiz esse petisco em consultorias Brasil afora, porém quando conheci a cachaça Cedro do Líbano e passei a utilizá-la, percebi que ali estava toda a diferença do prato. O resultado final é outro, fica macia, saborosa e agrada todos os paladares.

MINHA RECEITA | Calabresa na cachaça

INGREDIENTES

70 ml de Cachaça Cedro do Líbano
2 linguiças calabresa defumadas
½  pimentão vermelho 
½  pimentão amarelo
1 cebola
2 tomates
1 xícara (chá) de molho de tomate
1 xícara (chá) de ricota
1 dente de alho picado
Raspas de limão siciliano
Pão tipo ciabatta ou francês
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Noz moscada a gosto
1 colher (sopa) de salsa picada
1 colher (sopa) de cebolinha picada
½ xícara (chá) de creme de leite
Azeite para refogar 
1 pimenta dedo de moça picada (opcional)

MODO DE PREPARO

1. Fatie a linguiça, a cebola e os pimentões;
2. Refogue em uma frigideira com azeite, acrescente cachaça Cedro do Líbano para flambar e coloque os tomates picados, a cebolinha picada e depois o molho de tomate;
3. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar por 10 minutos. Faça uma pasta com a ricota, o creme de leite e o alho picado;
4. Tempere com sal, pimenta, noz moscada, salsa picada, raspas de limão siciliano e reserve. Finalize com raspas de limão siciliano e salsa picada;
5. Sirva como petisco, com pão torrado ou como entrada.

Chef e consultor gastronômico
São Paulo/SP
felipecillichef@gmail.com

Foto: Divulgação

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