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Agro&cultura

por Rafaele Esmeraldo

Das cerca de quinhentas espécies de frutas de origem brasileira, quase a metade – em torno de 220 – é nativa da Amazônia, Região Norte do país. Açaí, cupuaçu, guaraná, bacuri, pupunha e castanha-do-brasil (antes denominada de castanha--do-pará, devido à sua abundância no estado do Pará) destacam-se entre as
mais conhecidas.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, José Edmar de Carvalho, a expressão “fruta exótica” é utilizada para indicar que determinado produto não é nativo daquele respectivo país. Contudo, a expressão é comumente usada para designar uma fruta nativa pouco conhecida fora da sua região de origem. Nesse caso, incorpora o significado de “diferente” ou “rara”. Como exemplos, temos o cupuaçu, a pupunha e o bacuri, que são frutas bastante populares na Amazônia, mas ainda pouco conhecidas em outras regiões brasileiras. Mesmo o açaí, que já é bastante difundido e consumido nacionalmente – e até no exterior –, continua a ser classificado popularmente como “exótico”.

Segundo dados do IBGE, a participação da Amazônia na produção de frutas pode chegar a 9% da produção brasileira. “Somente o estado do Pará produz mais de 700 mil toneladas de açaí, o que possibilita a obtenção de cerca de 350 mil toneladas do refresco de consistência pastosa e que, segundo o escritor Osvaldo Orico [escritor paraense, imortal da Academia Brasileira de Letras, já falecido], ‘é o regalo dos ricos e a sopa dos pobres’. Em termos de volume de produção, o açaí ocupa resentemente a sétima colocação entre as frutas produzidas no Brasil”, afirma Carvalho. 

A exportação dessas frutas é efetuada basicamente na forma de polpa congelada, com exceção do abacaxi, que é exportado na forma de suco concentrado. O açaí é comercializado tanto para a América do Norte como para a Europa e Ásia, especificamente para o Japão. Também para taperebá (cajá), a acerola e o maracujá. A polpa das demais frutas destina-se ao mercado regional. As exportações de açaí para os diferentes países giram em torno de 15 mil toneladas/ano. O mercado brasileiro fora da Amazônia tem consumido cerca de 60 mil toneladas/ano.

Uma característica muito comum nas frutas amazônicas é a sua acidez elevada, o que impossibilita seu consumo como fruta fresca. Enquadram-se nessa situação o cupuaçu, o camu-camu, o araçá-boi, o araçá-pera e muitas outras, consumidas na forma de sucos, sorvetes, doces e geleias. Frutas ricas em óleo saudáveis também são apreciadas no Pará. O óleo de uxi é rico em ácidos graxos insaturados e em fitoesteróis, que baixam o colesterol.
Ainda de acordo com o IBGE, a fruticultura no Pará é a quarta atividade estadual em importância econômica, situando-se abaixo apenas da mineração, madeira e pecuária.

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