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Agro&cultura

por Rafaele Esmeraldo

No período Mesolítico, observou-se uma transição na qual o homem aprendeu a domesticar alguns animais, como cão, boi, carneiro e porco, o que modificou gradativamente a sua vida. Nessa civilização pastoril, ele não precisava mais percorrer grandes distâncias em busca da caça, pois os animais estavam ali perto, ao seu alcance, com carne, leite, chifres, pele, gordura e outros produtos.

De acordo com o médico veterinário e diretor da Faculdade de Veterinária, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Professor Célio Pires Garcia, o primeiro animal domesticado foi o cão, usado no início como alimentação e depois para atividades de caça, captura de outros animais e execução de trabalhos, como guarda, pastoreio, companhia, transporte e esporte. “O homem continuou a domesticar outros animais, como a rena, a cabra e a ovelha, que podiam acompanhá-lo em seus deslocamentos. Depois, o gado vacum [vacas, bois e novilhos] foi domesticado e, em seguida, os animais empregados no transporte, como o asno, o cavalo e o camelo e, já em pleno período contemporâneo, as aves, insetos e peixes”, afirma o professor Garcia.

A criação de animais de estimação é uma prática utilizada em quase todos os países do mundo, onde passam a ‘fazer parte da família’ de seus donos. “Culturalmente, os tipos de animais mais criados em residências, no Brasil, são cães, gatos, pássaros, lagartos (iguana), pequenos roedores e aves. Lembrando que a criação de animais em cativeiro exige a legalização desses criatórios junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), único órgão responsável por essa autorização”, adverte o diretor.

O também médico veterinário da mesma instituição de ensino superior cearense, Professor William Cardoso Maciel, relata que o principal papel dos criadores de aves autorizados pelo Ibama é garantir a preservação das espécies por muitas décadas. “Isto porque pássaros como estes, quando criados em cativeiro respeitando todas as condições de bem-estar animal, vivem quarenta anos ou mais. Já nas florestas e matas, devido aos predadores naturais e à crescente degradação ambiental com desmatamentos e queimadas, eles só conseguem sobreviver de cinco a oito anos. No Ceará, um dos principais protetores de aves são os criadores filiados à Associação Ornitológica do Ceará (AOC), cujo papel é preservar as espécies e a beleza do canto desses animais. Todos os pássaros que competem em campeonatos são anilhados, isto é, nascidos em cativeiro, sob a guarda dos criadores legalizados pelo Ibama. A anilha garante que o pássaro não é resultado do tráfico, que é um crime ambiental”, ressalta o professor Maciel.

Animais de estimação são muito utilizados também em terapias com pessoas portadoras de necessidades especiais. A equoterapia, por exemplo, emprega o cavalo como motivador para proporcionar ganhos físicos e psicológicos ao paciente.

PÁSSAROS SILVESTRES

Passeriformes*: 
Thraupideos (Curió – Oryzoborus angolensis); 
Azulão (Cyanocompsa brissonii); 
Coleirinha (Sporophila caerulescens);
Caboclolino (Sporophila bouvreuil e S. minuta);
Canários da terra (Sicalis flaveola), com suas mutações

Emberizideos*: 
Bicudo preto – Oryzoborus maximiliani; No Sudeste e Sul: Passeriformes – Trinca Ferro, Pinta Silga e Cardeal; No Ceará: 
Pssitaciformes – desde o papacum ou pancun, Forpus xanthopterygius até as araras
*Os mais comercializados e reproduzidos em cativeiro com autorização do Ibama

Fotos: Divulgação

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