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Agro&cultura

por Rafaele Esmeraldo

Diversos são os tipos de bebidas existentes no mundo. Vários, também, são os modelos de copos utilizados para cada degustação. Em Blumenau (SC), cidade de colonização alemã, está localizada a Cristallerie Strauss, empresa especializada na arte da fabricação de artigos de cristal, como copos, taças e garrafas. De acordo com o seu diretor técnico, Robert Strauss, 27, a técnica foi trazida para o Brasil, em 1950, pelo imigrante alemão Karl Friedrich Eugen Strauss.

O pioneiro Strauss, juntamente com seu filho Frederico, ambos profundos conhecedores do ramo, fundaram a empresa em 1983 e a transformaram na melhor e mais bem montada fábrica brasileira de produção de artigos de cristal, equiparada às melhores do mundo, com peças que são verdadeiras obras de arte produzidas pelas mãos e sopros de experientes mestres artesãos.

“Na Strauss, cada copo é desenvolvido para um tipo de bebida. Produzimos copos, por exemplo, de cachaça, uísque, vinho e cerveja. Inclusive, temos vários modelos de copos para cachaça. O hábito de se utilizar um copo para cada tipo de bebida vem se tornando cada vez mais comum. As pessoas têm buscado mais conhecimento para ter a melhor experiência possível, distinguindo aromas e sabores em suas bebidas”, afirma Robert Strauss.

O cachacier e chef de cozinha, Maurício Maia, paulista de 43 anos, explica que usar o copo adequado para cada tipo de bebida não é somente um detalhe. “Acredito que há um copo apropriado para cada situação. Em um restaurante mais sofisticado, em um jantar, é de bom tom que se sirva a cachaça em uma taça para que o cliente possa apreciar melhor a bebida. Porém, mesmo em situações informais, há copos adequados para o serviço da cachaça. É indispensável que os copos e taças sejam sempre de vidro ou cristal, transparente e tenha o tamanho adequado”, ressalta Maia.

Para o cachacier paulista, o copo deve propiciar à bebida espaço e formato adequado para que, através da evaporação dos seus compostos voláteis, ela possa mostrar toda a complexidade de seus aromas e sabores. Numa degustação formal, o ideal é que se utilizem taças com capacidade máxima de, aproximadamente, 200 ml. Pode ser uma taça ISO (degustação) ou uma taça para destilado, igual à utilizada no Concours Mondial de Bruxelles – Spirits Selections.

Durante muito tempo a cachaça foi considerada bebida de segunda categoria, mas com a melhoria da qualidade e dos controles de produção do destilado brasileiro, hoje há produtos cada vez mais sofisticados que não deixam a desejar perante os melhores destilados produzidos no mundo. A cachaça, atualmente, tem penetração em todos os públicos e pode ser consumida em diversas situações e em vários modelos de copos. Vai depender do gosto de cada um.


Origem da cachaça
A cachaça existe, praticamente, desde que o Brasil foi descoberto. O primeiro engenho de açúcar, em escala industrial, foi o Engenho dos Erasmos, implantado em 1532, na Capitania de São Vicente, atual cidade de São Vicente, no litoral sul do estado de São Paulo. O surgimento da cachaça é um pouco misterioso e muito romanceado devido à falta de documentação histórica, mas a destilação do caldo fermentado da cana-de-açúcar já era um processo conhecido desde o século 15 na Europa, na região das Ilhas Canárias e na Ilha da Madeira. Porém, não era uma prática usual, pois, com o alto valor que o açúcar possuía na época, nenhum senhor de engenho iria desperdiçar matéria-prima (cana-de-açúcar) para produzir cachaça, que tinha pouco ou nenhum valor comercial. Então, sua produção só ganhou impulso com a queda dos preços, já no século 18.


Foto: Divulgação
 

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