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Agrojovem

Por Luiz Fernando Sá
Plant Project

O arquiteto americano Caleb Harper, de 36 anos, tem um projeto em mente. Em vez de prédios ou cidades, ele pretende redesenhar a agricultura – e já iniciou esse trabalho. No comando do OpenAg, um projeto desenvolvido por ele e por mais 15 pessoas em um laboratório no prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), Harper está usando os recursos mais modernos para “hackear” plantas e entender seu comportamento em um nível jamais obtido pela ciência. Vindo de uma família de fazendeiros, esse jovem nerd desenvolveu o que chama de “computadores de comida”, espécie de caixas digitais usadas para cultivar plantas simulando diferentes condições climáticas e coletar dados de cada etapa do crescimento dessa planta. De um pé de alface a uma árvore de avelãs, as caixas de diversos portes do OpenAg hoje abrigam e estudam, em nível molecular, um pouco de tudo. São manuseadas por cientistas ou mesmo por alunos de escolas primárias. Tudo que acontece em cada caixa – há exemplares em 65 países do mundo – se transforma em dados que alimentam uma grande rede de conhecimento ao redor do mundo.

Harper é inquieto e provocador. Em uma palestra recente em São Paulo, como uma das estrelas do HSM Expo 2018, ele abalou algumas convicções de uma plateia essencialmente urbana ao apresentar uma visão do agro do futuro nada comum entre jovens de países desenvolvidos. O arquiteto defendeu, por exemplo, a intervenção humana e científica nos processos de produção, inclusive as modificações genéticas. “A agricultura não é natural, nunca foi.” Entre outras afirmações, decretou: “A morte do orgânico está próxima!” Pregou pela democratização e a transparência das informações de todos os processos de produção e propôs uma nova abordagem para questões que desafiam o setor, como o desinteresse dos jovens pela agropecuária – nos Estados Unidos, lembra, apenas 2% da população trabalha com agro e a idade média dos produtores é de 65 anos. “O conhecimento não está sendo transferido”, disse. E, sobretudo, alertou para a necessidade de enfrentar, com ciência, as transformações climáticas. Harper quer digitalizar o clima, criar uma espécie de “Wikipedia” com as condições atmosféricas de cada ponto do globo. Com informações de toda parte, inclusive as “colhidas” em seus computadores de comida, ele acredita que em um futuro próximo será possível “desenhar” variedades mais apropriadas para um local específico, buscando produtos mais adaptados, melhores e mais saudáveis.

Leia a entrevista Com Caleb Harper na íntegra na Plant Project.

Fonte: StartAgro

Foto: Divulgação

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