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Seja em um quintal ou galinheiro fechado, as galinhas exigem atenção e cuidado para se manterem saudáveis. Parasitas como piolhos, ovos que não vingam e juntas inflamadas estão entre os principais problemas destas aves. Para saber como tratar cada uma dessas enfermidades, confira a lista de dúvidas sobre doenças, pragas e outros males que afligem estas aves abaixo.

1) Até hoje, enfrento dificuldades no combate a viroses e outras doenças que surgem em minha pequena criação de aves de cerca de 50 unidades entre frangos, galinhas e pintinhos. A que mais me chama atenção é uma espécie de pulga que se aloja na raiz da pena da galinha, provocando na ave baixo rendimento na produção de ovos e uma grande dificuldade de andar pelo terreno. Como posso salvar os animais?

Sonia Machado Souza
Campo do Meio, MG

Piolhos são parasitas que se alimentam do sangue de aves, causando anemia e, consequentemente, fraqueza, podendo levar a criação à morte. Como esses insetos passam de uma ave para outra, é importante que todas as aves e todo o ambiente sejam tratados.

O viveiro deve ser totalmente desinfetado com cloro puro ou creolina pura e, se possível, fazer vassoura de fogo em todas as instalações, pois os piolhos também se alojam em frestas de madeira, na palha dos ninhos, entre outros espaços.
Desmanche e queime os ninhos, colocando no lugar palha nova e bem seca. Antes da limpeza, porém, evite intoxicação das aves levando-as para outro local, onde devem ser tratadas com medicamentos receitados por médico veterinário. Uma alimentação reforçada é importante para reabilitar as galinhas enfraquecidas pela anemia causada pelos piolhos.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br


2) Nenhum dos ovos da minha criação de galinhas orpington amarela vinga. Alguns criadores disseram que o motivo pode ser que os ovos sejam porosos. O que faço para conseguir a produção de pintos?

Eduardo Rosa
Bagé, RS


Ovos de galinhas podem não vingar por vários motivos. As aves podem ser estéreis, devido a problemas genéticos, ou ter encerrado o período produtivo, se forem velhas. Verifique também se o macho está acasalando para ocorrer a fertilização dos ovos.
Quando há muitas fêmeas para cada galo, pode o acasalamento ser realizado, mas o macho não consegue fertilizar os ovos de todas as galinhas.

Caso o galo seja velho, há necessidade de trocá-lo por uma ave mais jovem. A alimentação é outro fator muito importante para que se tenha uma boa reprodução. Forneça ração de postura e pouco milho, pois, por ser hipercalórico, o grão engorda demais as aves. Pode ser formada uma camada de banha em volta da cloaca e dos órgãos reprodutores dos galos e das galinhas, o que prejudica a fertilização dos ovos.

Apesar da casca porosa, os ovos têm uma película não visível que os protege de contaminações. Por isso, não devem ser lavados.

Antes de serem colocados para chocar, os ovos devem ser armazenados de sete a 10 dias, em local seco e arejado, sempre com a ponta mais fina voltada para baixo. Mantenha-os levemente tombados, trocando de lado todos os dias, para evitar que a gema grude na casca, levando o embrião à morte.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br


3) Um dos galos reprodutores da minha criação de índio-gigante não conseguiu mais se levantar depois que as articulações das pernas começaram a ficar vermelhas e com feridas. Como devo proceder?

Marcos Antônio Tavares de Deus
Dom Eliseu, PA


Juntas inflamadas dificultam a movimentação do galo-índio-gigante e devem ser tratadas com anti-inflamatório aplicado no local. A versão injetável exige o fracionamento correto das doses, que deve ser feito por peso vivo, e a experiência na hora de fazer a infiltração, que necessita de seringa própria.

No início, as feridas externas podem ser tratadas com pomadas e, posteriormente, com iôdo veterinário. Em casos mais rebeldes, o melhor é sempre consultar um profissional.

CONSULTOR: EDUARDO AUGUSTO SEIXAS, criador de aves e expositor, presidente da Associação dos Criadores e Expositores de Raças Combatentes do Estado de São Paulo (Acercsp), tel. (11) 5920-8817, professoredu@hotmail.com


4) O que faço para melhorarem de espirros e coriza, além de peito inflado, os pintinhos para corte com 25 dias que comprei recentemente?

Alvaro Doin Cordeiro Maluche
São Francisco do Sul, SC

Doença comum entre aves, sobretudo quando a criação não conta com abrigo ou proteção adequada contra adversidades climáticas, a coriza aviária é caracterizada pela ocorrência de secreção nos olhos e orifícios nasais dos animais. A moléstia, provocada por um germe hemofílico frequente em ambientes úmidos e com correntes de ar, pode ser fatal caso demore para ser tratada.

Altamente contagiosa, a coriza para ser combatida exige o isolamento das aves doentes, as quais devem ser medicadas com antibióticos indicados por um médico veterinário.
O viveiro também precisa ser desinfetado, mantido seco e arejado, além de protegido contra sol intenso, chuva e vento. É necessário rigor na higienização do local. Assegure ainda o fornecimento de alimentação com qualidade, inclusive ofereça suplementação vitamínica, para a boa saúde das aves.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br


5) Qual doença deve estar atacando minha criação de aves de raça, cujos frangos ficam deitados, como se estivessem cansados e, sem conseguir se levantar, acabam morrendo.

Reginaldo de Jesus da Silva
Rio de Janeiro, RJ


Há a necessidade de mais informações detalhadas sobre os sintomas para uma análise mais precisa. As aves da criação podem estar com insuficiência respiratória. Também podem estar desidratadas ou com pneumonia, se o viveiro onde vivem conta com um aparelho de aquecimento com temperatura desregulada para mais ou para menos, respectivamente.

Quando criadas soltas, o perigo está no tempo em que ficam expostas ao sol muito forte, às chuvas e ao frio. Como tratamento, recomenda-se separar os exemplares doentes dos aparentemente sadios.

Instaladas em um ambiente abrigado, as aves convalescentes têm de ser medicadas com antibióticos recomendados por médico veterinário. Forneça alimentação de acordo com a fase de idade delas.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br

Fonte: Globo Rural Online
Foto: Divulgação

 

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