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Agropecuária

A estreia de Minas Gerais na rota de passaportes aponta para um marco histórico entre os dias 6 e 7 de maio. Ao quebrar um tabu e ser a primeira raça equina a entrar no Parque Fernando Costa, em Uberaba, o Crioulo vai ainda mais longe. Seus exemplares estiveram ali, na pista principal da feira agropecuária de renome mundial, a ExpoZebu, e o julgamento de seu grande campeonato aconteceu simultaneamente aos dos diversos zebuínos que também selecionaram seus campeões. Ao compartilhar a arena neste sábado, atraiu-se a atenção do mesmo público, o de criadores de gado. E está aberta, a partir do Triangulo Mineiro, uma promissora porta para vender o Crioulo como um cavalo de serviço brasileiro.

Como selecionar a raça é também difundi-la, Uberaba cumpriu com maestria seu papel no fomento da manada. Além de arrebatar 44 exemplares do estado e também de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o passaporte mostrou o potencial estratégico de Minas Gerais para enviar seus representantes a Esteio (RS), e ao mesmo tempo, ampliar o mercado do cavalo multifuncional. Soma-se então mais um elemento crucial à estratégia de evidenciá-lo como uma ótima opção para o esporte: sua excelência também no manejo bovino.

Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) com o apoio do NCCC de Minas Gerais, a primeira ordenação de filas mineira rumo à Expointer foi julgada pelo criador Carlos Loureiro de Souza. E para fazer jus à dupla responsabilidade assumida, os concorrentes garantiram muito além da oportunidade de levar o nome de seus criatórios ao momento mais esperado da temporada. Fizeram realmente bonito mostrando toda a tipicidade racial do cavalo multifuncional a potenciais novos investidores.

No caso da eleita o Melhor Exemplar da Raça, Imagem da Vendramin, novamente as linhagens produzidas no estabelecimento paranaense roubaram a cena. Tanto que a marca garantiu dois animais na disputa do Parque Assis Brasil na mesma ocasião, ao passaportear junto o macho Johnnie Walker da Vendramin-TE, o Reservado Campeão da mostra.

Conforme o administrador da Estância Vendramin, Carlos Eduardo Altenhofen, Uberaba não poderia ser um centro de visibilidade melhor para destacar as apostas deste ano e que tem no macho, inclusive, um descendente de Hulha Negra da Vendramin, 3º Melhor Fêmea da Expointer 2014. “Para nós, termos trazido nossos animais aqui foi muito gratificante, principalmente, por ser um mercado novo”, salienta.

Quem também viu na cidade somente motivos para comemoração foi o criador Darlei Hess, muito satisfeito com a conquista do nono passaporte nesta temporada. Somente em solo mineiro, quatro de seus animais garantiram lugar na elite de finalistas 2016: o Grande Campeão - Quebra Vento do Recanto Crioulo, a Reservada Grande Campeã - Percanta do Recanto Crioulo, a 4º Melhor Fêmea – Que Flor do Recanto Crioulo, e o 4º Melhor Macho – Poncho Negro do Recanto Crioulo. Todos filhos do garanhão Mañanero Manicero.

Entretanto, mais do que mostrar sua genética nas exposições, é importante ainda assumir seu lugar como fomentador da raça. Este foi também um dos motivos que levou a cabanha de Barra Velha, em Santa Catarina, a encorpar as primeiras fileiras mineiras. “Esta é uma região muito promissora e o cavalo Crioulo, versátil, se adapta a qualquer lugar e por isso tem muito a contribuir com a pecuária”, observa.

Unidos em prol de uma estratégia forte e bem definida, a ABCCC e NCCC de Minas Gerais deram juntos um passo sem precedentes. Após muito empenho em conquistar espaço na ExpoZebu, a raça Crioula planta uma semente, em um polo logisticamente fundamental - o coração das raças zebuínas. Agora é trabalhar para seguir expandindo a cavalhada pelo país e conquistar novos criadores, mas dessa vez, os de gado. “Está só crescendo para a gente (crioulistas) e para a raça”, enfatiza o presidente do NCCC, Marcelo Moura ao comemorar a visibilidade conquistada.

Presente na exposição, o vice-presidente de Comunicação e Marketing da ABCCC, Onécio Prado Júnior, também enalteceu o momento como uma grande oportunidade. “Estamos abrindo uma porta enorme para o cavalo Crioulo”, complementa. Já o criador Carlos Loureiro de Souza, fala do orgulho em ser o primeiro a avaliar a conformação em uma região com um grande futuro. “É um honra. Um prêmio pela doação de ser selecionador da raça. É emocionante ser o primeiro jurado a entrar nesta pista que passa a ser um marco”, diz.

A seletiva contou com a supervisão técnica de Cláudio Neto de Azevedo, profissional credenciado à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos. Organizado pela ABCCC, o circuito da Morfologia conta com o patrocínio de Vetnil e o apoio de Supra.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC)
Foto: Divulgação

 

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