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Agropecuária

Iniciados na fazenda do ex-piloto de Fórmula 1, Pedro Paulo Diniz, dois projetos pioneiros de pesquisa e desenvolvimento de sistemas agroflorestais (SAFs) serão destaques do IV Congresso Mundial de Agrofloresta, em Montpellier, na França, nesta semana. No Instagram da Globo Rural, você pode acompanhar notícias do Congresso. Ambas as iniciativas têm o objetivo de garantir a produção de alimentos orgânicos em larga escala, por meio de métodos regenerativos e biodiversos.

Os dois estudos de caso foram feitos na Fazenda Rizoma e iniciados na Fazenda da Toca, propriedade de 2.300 hectares, localizada em Itirapina (200 km de São Paulo). De caráter técnico, eles tratam da ciclagem de nutrientes a partir da decomposição da matéria seca gerada pela biomassa das podas das árvores e roçadas das gramíneas (capim).

Segundo o co-CEO da Rizoma, Marcelo Marzola, as práticas regenerativas orgânicas têm se tornado cada vez mais comuns dentro da atividade da agricultura. “É uma forma de produção de alimentos de alto valor nutricional, com impactos positivos nos indicadores ecológicos que são a água, a biodiversidade e o carbono, de uma forma que seja economicamente viável”, explica.

A primeira pesquisa se propôs a descobrir se as chamadas “espécies de serviço”, como os capins, as bananeiras e os eucaliptos, resistem bem às podas, tem rápido crescimento e, por esse motivo, formam serapilheira – camada superficial do solo de florestas feita de folhas e ramos em decomposição, misturados à terra – com eficácia capaz de dinamizar a ciclagem de nutrientes.

Transformação de solo arenoso e pobre em matéria orgânica (esquerda) para terra fértil e rica em nutrientes (direita) a partir do manejo agroflorestal. (Foto: Fazenda Rizoma/Divulgação)

Ao introduzir essas culturas no design agroflorestal o sistema se torna mais autossustentável e menos dependente de fertilizantes externos, diminuindo assim os custos de produção. O resultado foi a comprovação de que os manejos agroflorestais disponibilizavam mais que o dobro de biomassa do que a própria floresta na qual a fazenda se encontra e que, com esse sistema, o carbono fica mais fixado e cicla mais nutrientes, gerando mais solo que a floresta.

Já o segundo estudo analisou o manejo de poda apical do eucalipto, por meio do qual são feitos cortes completos nas copas das árvores, utilizando-se um sistema de torre acoplada em um trator, desenvolvido na fazenda Rizoma. Dessa forma, ocorre uma abertura de luz, que potencializa as outras culturas e o manejo da entrelinha de capim.

De acordo com informações da empresa, esse é um dos manejos mais comuns para a geração de alto volume de biomassa neste sistema e, com a pesquisa, foi possível aprimorá-lo e mensurar os custos de sua utilização em uma agrofloresta de larga escala.

“A utilização desse tipo de procedimento estimula a regeneração do solo porque promove a microvida e, consequentemente, devolve a sua fertilidade com um manejo natural”, diz trecho do material que será apresentado na França.

Congresso Mundial
O  IV Congresso Mundial de Agrofloresta acontece de 20 a 22 de maio, em Montpellier, e são esperados mais de mil delegados no evento, entre pesquisadores, acadêmicos, produtores, autoridades públicas e estudantes. Os dois estudos de caso brasileiros foram desenvolvidos e serão apresentados engenheiros florestais Valter Ziantoni e Paula Costa.

Fonte: Globo Rural
Foto: Divulgação

 

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