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Agropecuária

por Bruno Cabral 

Começou, na segunda quinzena de agosto, a colheita de melão, principal produto da pauta de exportação do agronegócio do Estado em 2015. Os primeiros contêineres da fruta já começaram a ser embarcados para o exterior. Iniciada na 32ª semana do ano, a colheita da safra 2016/2017 já começou a impactar na geração de empregos das regiões produtoras. E mesmo diante do quinto ano consecutivo de seca no Estado, a expectativa da maior produtora de melões do País, a Agrícola Famosa, é de aumento da produção, das exportações, e de faturamento.

 

"Além do aumento da área plantada, a gente tem uma expectativa de aumento de produtividade em 5%", diz Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor de Produção da Agrícola Famosa, empresa sediada em Icapuí, no litoral leste do Estado, na divisa do Ceará com o Rio Grande do Norte. A empresa estima que, com um aumento de 5% da área plantada entre 2015 e 2016, conseguirá obter um crescimento de 10% da produção, em relação ao resultado do ano passado.

Segundo Barcelos, o crescimento diante do atual cenário hídrico - após cinco anos de seca - se deve ao investimento em tecnologia, equipamentos, controle biológico que contribui para a redução do uso de defensivos e em novas variedades de plantas. A colheita de melão, que começou na primeira semana de agosto, deve atingir o pico no fim de setembro e segue até meados do primeiro bimestre de 2017. "Nesse ano a gente começou com menos área plantada, e no decorrer do tempo a gente vai aumentando o volume. Comecei com 18 hectares de melão cantaloupe, e já estou perto de 50", diz Walmir de Souza, técnico em agropecuária da Agrícola Famosa. "No ano passado a gente plantou 1.200 hectares, e fez uma média de 35 ou 40 toneladas por semana em cada hectare. E se, neste ano, ficar nessa marca será muito bom", diz sobre a expectativa de colheita do melão cantaloupe.

Produção estadual
Entretanto, considerando a safra total do Estado, a estimativa é de que a produção de melão seja de 78 mil toneladas neste ano, o que representa uma queda de 30%, em relação às 111,4 mil toneladas colhidas em 2015. E com relação à área plantada, a estimativa é de queda de 34%, de acordo com dados do último Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em agosto.

"Ainda é muito cedo para prever a safra deste ano, porque a grande concentração da produção começa a ser colhida agora", diz Erildo Lemos Pontes, diretor técnico do Instituto Frutal. "O que se pode dizer é que a limitação do uso de água impede o aumento da área plantada. Há casos de plantação de banana e mamão que tiveram que ser sacrificadas. Mas as grandes agrícolas estão fazendo de tudo para produzir", ele diz.

Apesar da expectativa de queda, a estimativa para a safra de melão 2016, feita em agosto pelo LSPA, já é 14,4% maior do que a realizada em janeiro (68.174 toneladas). Os números ainda devem ser corrigidos no decorrer da colheita. "Esse é um setor importantíssimo para o desenvolvimento do setor agropecuário no Ceará", diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya. "São grandes empresas, grandes empregadores e grandes exportadores, e isso, para o Ceará, é da maior importância", completa.

Diário do Nordeste
Foto: Fabiane de Paula
 

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