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Agropecuária

Atendendo a um pedido do setor produtor da cafeicultura brasileira, encabeçado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e pela Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senadora Kátia Abreu, contatou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e solicitou o cancelamento do leilão dos estoques públicos de café, previsto para ocorrer no dia 1º de abril. Como efeito, a estatal publicou, na terça-feira, 31 de março, o COMUNICADO/DIRAB/SUOPE/GECOM Nº 052, de 30/03/2015, que informou o cancelamento do Aviso Nº 041/15, suspendendo, portanto, a realização do pregão.

O CNC, na figura de seu presidente executivo, deputado federal Silas Brasileiro, agradece à ministra Kátia Abreu por essa atitude coerente com a realidade do setor, haja vista que estamos na iminência da entrada de uma nova safra. Além disso, ressaltamos a importância de termos uma titular na Pasta que não se omita diante da necessidade de decisões que precisam ser tomadas em tempo hábil, sem que haja prejuízos aos segmentos da agropecuária brasileira.


Conab e CDPC
Frente ao ocorrido em relação ao leilão, a ministra comunicou, em nova reunião realizada no dia 1º de abril, que o Mapa elaborará um normativo solicitando que a Conab ouça as considerações do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) sempre que houver a intenção de leiloar os grãos dos estoques públicos, assim como o colegiado poderá convocar a estatal para uma reunião neste fórum se a intenção for invertida, com os representantes do CDPC desejando realizar um pregão.


Agroquímicos
Também na reunião do dia 1º de abril, considerando um pleito apresentado pelo CNC para que haja agilidade na análise e no registro dos agroquímicos para a cafeicultura, desburocratizando a tramitação e não permitindo que o setor fique órfão de produtos para combater pragas e doenças, a ministra Kátia Abreu mencionou a intenção de criar a CTNFito, um órgão nos moldes da Coordenação-Geral da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO), o qual consideramos seguro para o consumidor, porque não eliminaria os critérios técnicos, mas sim a burocracia. Ela solicitou, ainda, a relação dos produtos que aguardam análise e registro por parte do MAPA. Sobre essa última demanda, o CNC prontamente comunicou que protocolou ofício contendo a lista desses agroquímicos, que, além de serem menos tóxicos, estabelecem uma concorrência entre os diversos defensivos ofertados no mercado, evitando monopólio e preços abusivos.


Reunião CDPE
O Conselho Nacional do Café, na reunião de representantes do setor realizada com a ministra em 1º de abril, destacou a importância do Conselho Deliberativo da Política do Café e de seus Comitês Diretores para, entre outros pontos, debater e aprovar o orçamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e os valores a serem destinados para cada uma de suas linhas de financiamento. A ministra concordou e, a esse respeito, agendou uma reunião do Comitê Diretor de Planejamento Estratégico (CDPE) para a próxima segunda-feira, dia 6 de abril, oportunidade na qual os membros do colegiado debaterão a matéria e proporão voto com a destinação dos recursos do Fundo para a safra 2015.


Especulações
Nesta semana, novamente nos deparamos com especulações sem fundamentos técnicos a respeito do tamanho da safra 2015 de café do Brasil, com números supervalorizados e fora da realidade, evidenciando que esses players têm o objetivo único de tentar pressionar as cotações e tirar proveito para adquirir café a preços aviltados e inferiores aos custos dos produtores. Frente a este cenário, o CNC, como representante da produção cafeeira nacional ao lado da CNA, volta a público para externar que repudia veementemente irresponsabilidades como esta e reiterar que a colheita brasileira neste ano não se situará fora do intervalo estimado, tecnicamente e in loco, no campo, pela Fundação Procafé, que é de 40,3 milhões a 43,25 milhões de sacas.


Mercado
As cotações futuras do café voltaram a registrar perdas nesta semana, que será mais curta devido ao feriado da Semana Santa. A pressão baixista é motivada pelo dólar fortalecido e pelo aumento dos estoques nos países consumidores.

Apesar do real ter se valorizado ante a divisa norte-americana nos últimos dias, de modo geral a moeda nacional segue enfraquecida. Os investidores avaliam como positivo o clima de negociação entre os Poderes Executivo e Legislativo para a consecução do ajuste fiscal no Brasil. No âmbito externo, a criação de postos de trabalho nos Estados Unidos, em março, ficou abaixo das expectativas, o que diminui a possibilidade de uma alta iminente nos juros daquele país. Com isso, o dólar comercial encerrou a sessão de ontem a R$ 3,1725, acumulando queda de 2,10% desde a última sexta-feira.

O mês de março encerrou trazendo informações de aumento dos estoques de café monitorados pela ICE Futures US e pela ICE Futures Europe em 35 mil sacas e 180 mil sacas, respectivamente. Entretanto, deve-se ressaltar que os estoques certificados de café arábica se encontram em patamar 11% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a All Japan Coffee Association (AJCA), os estoques de café do Japão totalizavam 181.412 toneladas (o equivalente a 3,02 milhões de sacas de 60 kg) em janeiro. A entidade informou que o crescimento do volume estocado no primeiro mês de 2015 foi da ordem de 103,1% em relação a dezembro de 2014.

Na ICE Futures US, o vencimento maio do Contrato C foi cotado, na quarta-feira, a US$ 1,3485 por libra-peso, acumulando queda de 335 pontos em relação ao final da semana passada. Na ICE Futures Europe, as cotações do robusta também caíram. Ontem, o vencimento maio/2015 encerrou o pregão a US$ 1.750 por tonelada, com perdas de US$ 38 desde o final da semana anterior.

No mercado físico brasileiro, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 451,70/saca e a R$ 302,20/saca, respectivamente, com variações negativas de 1,5% e 2,17% nos últimos três dias. Segundo o Cepea, a liquidez seguiu baixa para os grãos de qualidade superior, mas, para o arábica tipo 7, bebida rio, o mercado está aquecido, como elevada procura pelas torrefadoras nacionais devido aos preços mais baixos e à maior oferta.


(FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO CNC)
 

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