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Agropecuária

 primeiro Fórum Soja Brasil 2014/2015 terá um painel para analisar e debater as perspectivas para os mercados de soja e milho, referente às expectativas para as cotações desses produtos na safra 2014/2015, perspectivas cambiais e econômicas no país e a rentabilidade dos produtores rurais de grãos.

O Projeto Soja Brasil conversou com os analistas de mercado Paulo Molinari (Safras & Mercado) e Liones Severo (SIM-Consult) sobre o cenário da próxima safra de grãos. Os dois especialistas participarão do Fórum, que será realizado no dia 25 de agosto, no salão de eventos do Sindicato Rural de Rio Verde (GO). Veja os principais pontos.

Mercado

O grande receio do produtor é uma possível queda nos preços da soja nos próximos meses, principalmente por causa de um cenário de supersafra norte-americana e sul-americana. A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) já apresenta uma queda nos valores do produto. Os especialistas têm posições contrárias sobre o tema. Molinari acredita que o produtor deve se preparar para preços menores. Segundo ele, é necessário um fato novo para que o mercado altere a sua tendência.

– Existe a consolidação de uma supersafra nos Estados Unidos e na América do Sul. A tendência dos preços será de queda e o produtor deve estar preparado para isso. É difícil observar que somente a demanda puxe os preços. Precisamos de um fato novo – comenta Paulo Molinari.

O produtor precisa ter calma ao observar o mercado, na opinião de Severo. O diretor do SIM-Consult afirma que sempre há muita especulação para criar uma instabilidade de preço. Se o agricultor se desesperar, ele pode fazer um mau negócio. O analista ressalta ainda que o mercado físico não apresentou essa queda de preços.

– O sojicultor precisa entender que há especulações, como em qualquer mercado, que podem atrapalhar a possibilidade de melhores negócios. Falam que o preço da soja está baixo, mas não está. A Bolsa de Chicago mostra uma diminuição de preços, mas é importante ressaltar que a bolsa é uma referência. O mercado físico tem apresentado contratos com até US$ 2,50/bushel a mais do que essa referência. Não é um cenário ruim. Podemos ter uma condição muito parecida com a da última safra – explica Severo.

O câmbio deve ser um fator positivo para os produtores brasileiros. Ambos afirmaram que uma valorização da moeda americana, que é apontada como algo possível em 2015, pode beneficiar o rendimento dos agricultores. Tanto equilibrando a queda de preço quanto aumentando a receita nas exportações.

Demanda

A chamada supersafra de Estados Unidos e Brasil é um dos fatores que pressionam os preços para baixo. A regra de mercado mostra que quanto maior oferta, menor é o preço; quanto maior a demanda, os preços sobem. O que tem feito os preços caírem é o primeiro caso. Para Molinari, o mercado acredita que essas produções maiores farão ter mais soja disponível. Porém, Severo não vê dessa forma.

– A soja pode ser considerada a maior commodity deste século. Desde a entrada da China como importadora, no ano de 1996, a demanda só cresceu. O desenvolvimento de outros países fez com que as populações adotassem a soja em sua dieta. Então, a demanda não tende a diminuir, só a crescer – reflete.

O analista da Safras&Mercado não mostra tanto otimismo com a demanda crescente. Para ele, o histórico comprova que a demanda não tem puxado os preços.

– Muitos falam sobre demanda puxar os preços, mas essa demanda existe desde 2012, e os preços continuam caindo. É necessário um fato novo para que a soja volte a subir – reforça Paulo Molinari.

Calote argentino

Sobre a possibilidade do calote da Argentina beneficiar a sojicultura brasileira, os dois especialistas foram enfáticos em afirmar que em nada muda para o Brasil.

– Isso não quer dizer muita coisa. Porque a Argentina está segurando o seu estoque há algum tempo, o mercado já absorveu essa informação. Se o dólar valorizar muito no país, eles vão vender também – afirma Molinari.

Severo comenta que a Argentina não concorre diretamente com o Brasil no mercado de grãos. O país vizinho foca suas exportações em outro produto. E não parou de vendê-lo.

– A Argentina não compete no mercado de grãos com o Brasil. Eles vendem mais farelo de soja e óleo. E, nisso, eles não pararam de vender. É mais uma falácia do mercado – diz Liones Severo.

Porém, Molinari explica que, antes de pensar no cenário futuro, o sojicultor deve ter uma preocupação mais atual.

– O produtor precisa vender a safra velha. Com a chegada dos grãos norte-americanos, ele não terá mercados para onde vender – comenta.

Participarão desse encontro, além Molinari e Severo, o diretor-geral da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Ivan Wedekin, e o presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale.

Fonte: Soja Brasil
Foto: Divulgação

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