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Agropecuária

O criador Suenon Lisboa ficou feliz da vida quando descobriu que as raças charolês e limousin que cria na propriedade dele, em Lages, na Serra Catarinense, estavam na mira dos turcos: “Seriam animais de cruzas, principalmente cruzas raças europeias continentais e esses animais com torno de seis a oito meses e aproximadamente 200 quilos. As exigências eram essas".

Suenon acaba de fechar negócio. Ele vendeu 30 terneiros que fazem parte de um lote de quatro mil novilhos, de quase 30 propriedades da serra e meio oeste de Santa Catarina, que estão indo para aTurquia.

"São 21 dias que cada animal deve permanecer confinado. Nesse período, além dos exames e da preparação sanitária, os animais são adaptados para alimentação com ração e feno, que é a mesma alimentação que eles terão no navio", explica Maurício Ceron, diretor da empresa exportadora.

O fato de Santa Catarina ser o único estado livre de febre aftosa sem vacinação no país foi fundamental. Todos os animais são rigorosamente identificados. Os bovinos têm que usar um brinco da Cidasc, órgão ligado à Secretaria de Agricultura do estado.

Além do brinco, os animais usam também um chip, necessário para a exportação. Nesse chip estão todas as informações sobre o comprador. Isso quer dizer que quando chegarem na Turquia vão ser identificados pelos donos já no momento do desembarque.

O embarque feito no porto de Imbituba é demorado, leva um dia inteiro. Além dos animais, quase 400 toneladas de ração também estão sendo levadas. Tanta comida é para os bichos aguentarem os mais de 20 dias da viagem.

Esse é só o primeiro embarque. Para o futuro, a ideia é exportar, em média, 50 mil animais por ano. Os bezerros foram vendidos, em média, por R$ 1,5 mil, R$ 300 a mais que o preço no mercado interno.


Fonte: Revista Globo Rural
Foto: Divulgação

 

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