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Agropecuária

Por Sebastião Nascimento

Terminou neste fim de semana, em Uberaba (MG), a ExpoZebu 2016. Os leilões apresentaram muita liquidez e médias robustas, apesar de a quantidade ofertada de animais ser inferior à do evento no ano passado, houve um grande afluxo de fazendeiros nacionais e de outros países ao Parque Fernando Costa e a ExpoZebu mostrou também que a disputa pela presidência da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) está acirrada e, portanto, é difícil adiantar quem o será vencedor entre dois candidatos. A eleição acontece em agosto próximo. Saíram de Uberaba satisfeitos ainda os representantes das empresas de inseminação artificial, que venderam bem durante a semana e entabularam inúmeros negócios para o futuro.

Caso da Alta Genetics, de Uberaba mesmo. “Foi muito bom. Tanto os negócios como as dezenas de visitas feitas por fazendeiros à nossa central comprovaram que a pecuária de corte vai bem e o futuro é promissor”, afirma Rafael Jorge de Oliveira, gerente da Alta. Ele destacou a forte presença e a participação de pecuaristas de países como Costa Rica, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Venezuela, Bolívia, entre outros na ExpoZebu. “Bolívia e Panamá mandaram seus representantes atrás do nelore para aprimorarem o gado que selecionam por lá”, diz Rafael. Já Venezuela e Colômbia vieram atrás do Gir. “O Brasil possui uma seleção forte de gir e os dois países querem e precisam produzir mais leite para seus povos.” Segundo o gerente, a surpresa foi “por demais de positiva” e eliminou qualquer receio em relação ao futuro. “Eu acredito que 2016 será melhor do que já foi o bom ano de 2015”, afirma.

Eu passei por outros estandes de empresas de genética. Na ABS o balanço também foi satisfatório. Segundo Fabrício Ferreira, representante comercial, o real desvalorizado foi importante para a efetivação das vendas. Ele também destaca a firme demanda pelo gir e também pelo guzerá para produção de leite por parte da Venezuela e da Colômbia.

Leilões
Encontrei com Paulo Horto na pista do parque. Ele é proprietário da Programa, empresa responsável pelo maior número de leilões da ExpoZebu. “Foi uma semana pulsante. Vitoriosa diante do cenário tenebroso da economia brasileira”, observa. Segundo ele, a liquidez foi a tônica nos palcos. “O que ofertou, vendeu”, ressalta. Paulo Horto diz que o faturamento foi menor neste ano diante de 2015 por conta de o número de gado ofertado ter diminuído. “Teve criadores que não colocaram animais. Erraram, pois a ExpoZebu mais uma vez demonstrou que historicamente os percalços econômicos não lhes prejudicam. Além  do mais, temos que produzir carne de qualidade para todo o mundo e a ExpoZebu é o local certo para quem deseja aprimorar seu rebanho,”diz.

Detalhe: “Teve cabeça de nelore que saiu a US$ 100 mil na ExpoZebu. São preços extraordinários.”

Por sinal, um touro nelore, filho de um reprodutor da Alta Genetics, teve 50%  do seu serviço comercializado em pregão por 30 parcelas de R$ 8.500, o que dá R$ 255 mil. No total, o touro vale então R$ 510 mil.

Terminei de escrever esse texto ao meio-dia desta segunda-feira (9/5). O faturamento dos leilões não havia sido divulgado ainda. Até sexta-feira, a fatura estava próxima de R$ 34 milhões. Deve ficar ao redor dos R$ 35 milhões.

Foto/legenda: Faturamento de leiões desta edição da feira deve ficar em torno de R$ 35 milhões (Sebastião Nascimento)

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