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Por Rogério Morais

O grande gargalo do setor bovino, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Luiz Cláudio Paranhos, “é a nutrição”. Em entrevista ao AgroValor, na sede da entidade, em Uberaba (MG), quando apresentou as novidades para a Expozebu 2015, evento que acontece há oito décadas, neste ano de 3 a 10 do mês corrente, ele falou sobre o problema da produtividade no setor de carne.

Conforme Paranhos, para melhorar no item produtividade, “é preciso melhorar o pasto; recuperar o que está degradado”, garante. Durante a exposição mais importante das raças zebuínas, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), haverá a Expozebu Dinâmica, “uma atração à parte da 81ª Expozebu”, explica, quando serão demonstradas “dezenas de soluções integradas lavoura-pecuária”.

O objetivo é cada vez mais obter melhores índices de produtividade na pecuária brasileira de corte e de leite. A entidade vem perseguindo essa meta com insistência e o problema da melhoria do pasto deve ser resolvido com adubação, semente, corretivos, fertilizantes, mudas e tecnologia. Diversas demonstrações práticas estarão à disposição dos produtores para que eles possam aplicar em suas propriedades. A ABCZ registra em todo o Brasil mais de 600 mil zebuínos por ano. Tem o maior banco de dados do mundo sobre o zebu.

Genética
A outra questão é a ampliação da melhoria genética do gado zebuíno. Haverá na Expozebu uma capacitação do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), voltada exclusivamente para o criador. Segundo o presidente da entidade, “geneticamente, o Brasil está muito bem na produção de carne”, mas o pasto ainda é um problema. Ainda no quesito PMGZ, está agendado o lançamento do 13º Sumário de Touros Aptidão Leiteira (Gir e Gir Mocha), totalmente produzido pela equipe da ABCZ.

Indagado especificamente sobre o potencial do gado Nelore no Brasil, Paranhos destaca que é uma raça que “se adapta muito bem, assim como outras zebuínas – o Guzerá, por exemplo –, inclusive no Nordeste”, afirmou.  E cita os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, “onde os plantéis crescem”. De acordo com ele, tudo depende muito do sistema de produção, da tecnologia, que atualmente a ABCZ “orienta muito bem”.

O rebanho bovino do Brasil tem mais de 200 milhões de cabeças, sendo cerca de 80% dele composto de raças zebuínas. Dessas, a Nelore participa com 90% no setor de carne brasileira. Em todas as regiões a raça está em crescimento. Todo o desempenho é acompanhado pela entidade. É por isso que nos eventos, nas instituições de pesquisas, na indústria de ração e outros equipamentos nutricionais e sanidade, só se fala em aumento da produtividade. Esse é o novo passo que o Brasil quer dar no setor. E o Nelore está sendo inserido no objetivo.

O presidente confirma que a genética dos animais brasileiros, em todas as regiões, vai muito bem. “Observa-se nas exposições uma superioridade em termos produtivos”, avalia. Sobre a questão do manejo, Paranhos salienta a importância da gestão da propriedade, que vai além da adoção de um calendário preventivo. “Não temos mais problemas com sanidade, está afastado o risco da Aftosa, com exceção de uma parte da Amazônia”, resume.

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ZEBU NO BRASIL

Rebanho zebuíno representa cerca de 80%;
Nelore participa com 90%, no setor de carne brasileira;
Guzerá e Nelore crescem em todas as regiões. 


Foto: Divulgação

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