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AgroValor

Da Redação

O AgroValor inicia sua segunda década com um projeto para lá de ousado. Passa a ter nova gestão e a ser editado em tempo real. O objetivo? Quem nos conta em entrevista presencial é a sua nova editora-chefe, a jornalista Camila Bitar, 29, jovem profissional com intensa vivência no agronegócio e bastante familiarizada com as novas mídias, experiência adquirida em cinco anos como editora de mídias digitais do próprio jornal. Vocacionada, trocou o curso de direito pela profissão de jornalista. “Senti-me aliviada”, confidencia. Determinada, conquistou o primeiro lugar na graduação. A explicação para sua ousadia pode estar no ambiente desbravador que a acompanha desde o nascimento: bisneta de imigrante libanês, morou na infância em Nova York com os pais, e mais tarde, na adolescência, concluiu o ensino médio em internato na França. Vamos à entrevista.

AgroValorFale sobre a transição do AgroValor impresso para o online.
Camila Bitar – Temos um enorme desafio pela frente, que é o de manter a credibilidade adquirida em 10 anos de trabalho ininterruptos no formato impresso. Dez anos não são 10 meses. Se comparado, porém, a outros jornais mais tradicionais, é um tempo que parece curto. Mas temos a nosso favor um elemento muito importante: a contemporaneidade. O AgroValor já nasceu na era digital, com esse viés mais dinâmico, participativo, independente, vigilante, crítico. Trazemos na genética a urgência da informação. Isso significa que estamos preparados para esse salto, mas precisamos garantir lucratividade. Enfim, consideramos essa uma evolução natural.

AgroValor: Como chegaram a essa decisão?
Camila: Tanto nossos leitores como nossos anunciantes foram, pouco a pouco, migrando para a plataforma eletrônica, demonstrando claramente sua preferência pelas novas mídias. Não poderíamos fechar os olhos a isso, seria ir contra o curso natural da comunicação social. Investimos, então, em novas tecnologias, reconstruímos o comercial com regras mais compatíveis com a realidade atual e nos alinhamos às redes sociais.

AgroValorO que muda com o AgroValor online?
Camila – Fazer um jornal online não se resume a digitalizar o conteúdo do impresso e disponibilizar na rede. A linguagem é outra, o modelo é outro, a estratégia é outra. O tripé “conteúdo jornalístico, publicidade e distribuição” praticado no impresso não funciona nos meios digitais. Não adianta copiar estratégias que já se mostraram ineficientes.

AgroValorMuda tudo, então? 
Camila – Vamos manter nossas editorias tradicionais (perfis humanizados de personalidades do mundo rural, entrevistas exclusivas nas Folhas Verdes, matérias econômicas, turismo e cultura, colunas autorais, entre outras). Queremos abrir novas possibilidades para o nosso imenso e diverso público, que, é bom frisar, não se resume ao universo do agronegócio. Esses leitores, que já tinham o hábito de acessar o AgroValor impresso no formato digital, agora têm o online, totalmente reformulado, mais moderno, simples e com notícias em tempo real.

AgroValorQuais os projetos do AgroValor online?
Camila – Teremos novos e dinâmicos espaços de política, economia, cultura, esporte, entretenimento, matérias investigativas, pesquisas e muito mais. Nesse ambicioso projeto, contaremos com uma equipe de profissionais, redatores e colaboradores comprometidos com o novo perfil editorial do jornal.

AgroValorO que o leitor ganha com essa mudança?
Camila – Essa mudança veio atender a necessidade do próprio leitor que está a cada dia mais exigente, mais participativo e atento ao que se passa no mundo em tempo real.

AgroValorJornal online é para o público jovem?
Camila – Para todos os públicos, em medidas diferentes. Pesquisas indicam significativos percentuais de leitores na faixa entre 40 e 55 anos que migraram para o jornal online. Executivos, empresários, professores, artistas, profissionais liberais, trabalhadores em geral que encontraram na internet uma forma mais adequada com o seu estilo de vida, estejam onde estiverem. Imagine, há alguns anos, para um assinante de Fortaleza ler o conteúdo de um jornal de São Paulo, era preciso esperar alguns dias até receber seu exemplar. Se fosse um jornal dos EUA ou da Europa, então, eram semanas. Agora, em dois cliques, em poucos segundos, você acessa esses mesmos jornais no tablet ou smartphone e lê as notícias em tempo real. Há 10 anos, quando o AgroValor foi fundado, pesquisas já sinalizavam para essa realidade. O fenômeno é universal.

AgroValorSeria o fim do jornalismo impresso?
Camila – Não analiso dessa forma. Considero uma adequação dos tempos. O jornalismo existe há séculos e já se apresentou em vários formatos: papel, rádio, tevê e internet. O importante é continuarmos a fazer um bom jornalismo, com responsabilidade e competência, não importa o tipo de plataforma. Hoje é a internet, amanhã, veremos.

AgroValorQue obstáculos identifica no setor?
Camila – É impossível, por motivos óbvios, atualizar notícias a todo instante no impresso. O rádio e a tevê se esforçam, mas continuam sendo uma mídia muito onerosa, para poucos. O online permite essa estratégia de forma mais rentável. Não por acaso o jornalismo online já é a mídia mais consumida no Brasil. Esse foi o caminho seguido por grande parcela dos mais tradicionais veículos impressos de comunicação. Uma realidade mundial e irreversível. No Brasil – e no mundo –, bem que se tentou manter ou aumentar a circulação dos impressos, mas o encolhimento do mercado é fato incontestável, segundo os observadores.

AgroValorE quais os objetivos comerciais do AgroValor online?
Camila – Atrair um público cada vez maior de leitores – e anunciantes – é meta de qualquer veículo de comunicação, mas isso deve ser usado com muito cuidado, critérios e ética. Em primeiro lugar, vem o compromisso com os fatos e a obrigação de relatá-los para que a população possa acompanhar, criticar e agir sobre o que se passa ao seu redor.

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PERFIL

QUEM É
Camila Bitar, 29, jornalista, de Fortaleza, casada, um filho.

O QUE FAZ
Editora Chefe do Jornal AgroValor.

O QUE FEZ
Trabalhou por 4 anos na área executiva e administrativa do AgroValor, desde a sua fundação, em 2006; Editou o “O Estado Jovem”, informativo mensal da Associação dos Jovens Empresários de Fortaleza (AJE Fortaleza), na gestão 2009-2010, período em que liderou a coordenação de comunicação da entidade; Foi editora de mídias digitais do AgroValor (2010-2015). 

 

 

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