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por Camila Bitar

É fato que muitos produtores rurais têm dificuldade de dar seguimento ao seu negócio, pois os filhos preferem migrar para grandes centros urbanos, atraídos por diferentes estilos de vida e profissão. A consequência disso é o “envelhecimento” do campo, que já pode ser observado na atualidade.

Um levantamento feito entre 2013 e 2014, divulgado pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A), mostra que a média de idade do produtor rural brasileiro é alta – na faixa dos 48 anos – e que na última década aumentou o número de produtores mais velhos – acima de 51 anos – , enquanto reduziu a quantidade dos mais jovens, abaixo de 40 anos.

Para tentar reverter esse quadro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato/MT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural daquele estado (Senar/MT) deram início ao projeto “Futuros Produtores do Brasil”. “Buscamos mostrar as oportunidades do segmento e as múltiplas carreiras que oferece. Também trabalhamos o desenvolvimento interpessoal, para que os jovens pudessem amadurecer nos processos de escolhas de vida”, explicou o diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini.

Formada na primeira turma, a jovem Natalia Becker, 17, de Tapurah (MT), decidiu fazer faculdade de agronomia para dar continuidade aos negócios da família. “Eu tinha poucas expectativas em relação ao projeto e ao setor, mas passei a ver o agronegócio em sua imensidão real, e passei a dividir e compreender a paixão dos meus pais pelo setor”, afirma ela, orgulhosa de suas novas escolhas.

Conforme Romanini, o projeto levou os jovens para conhecer propriedades rurais consideradas referências em produção de soja, milho, algodão, pecuária, e fazendas que desenvolvem a integração Lavoura-Pecuária-Floresta, além de apresentar a logística de escoamento da produção pelo porto de Santos (SP) e como são feitas as negociações das commodities na BMF&Bovespa (SP).

BATE-VOLTA

Fale sobre o negócio de sua família.
Atuamos na safra de soja, safrinha de milho, cria e recria de bovinos, com planos futuros de engorda de bovinos e criação de fábrica de ração para criadores locais. Minha família trabalha neste ramo desde meus tataravós.

Por que participou do projeto “Futuros Produtores do Brasil”?
Meu pai insistiu, fui resistente no início, pois não tinha intenção de permanecer no agronegócio. Ao final do curso, eu trazia diversos conhecimentos e uma bagagem incrível, sentia paixão pelo agronegócio. Decidi continuar os negócios da família.

Como convenceria um jovem a investir no setor?
A única coisa que ninguém deixa de comprar é o alimento, ou seja, ele vai ser produzido sempre, a população mundial cresce em níveis altíssimos e a produção deve acompanhar. E o agronegócio tem diversas áreas de atuação, para qualquer perfil. Do lado social, alimentamos pessoas, enriquecemos o país e elevamos a qualidade de vida em nossas regiões.

Natalia Becker de Oliveira
Fazenda Verde Vale Tapurah, MT

Foto: Divulgação

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