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por Rogério Morais

As deficiências estruturais do Brasil nos setores de energia, logística e abastecimento de água, principalmente, áreas que neste início de 2015 apontam os maiores problemas do governo, no segundo mandato de Dilma Rousseff, preocupa também a indústria de adubos. No 4º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, George Sousa, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), lembra que, em 2013, o Brasil produziu cerca de 296 milhões de toneladas de alimentos, fibras e biomassa, considerando as principais culturas.

Ele compara que “há vinte anos, essa produção era da ordem de 129 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 130%”. E observa que esse crescimento ocorreu com o incremento de apenas 43% da área cultivada. “É importante destacar que esse aumento da produtividade em mais de 60% só foi possível pelo uso de fertilizantes”, ressalta Sousa. O Brasil é o quarto maior consumidor do mundo. A demanda por fertilizantes da América Latina cresce quase o dobro da demanda mundial. E o Brasil é responsável por cerca de 80% desse negócio.

Apesar desse mercado vir se destacando no Brasil, os empresários do setor enfrentam as tradicionais dificuldades, principalmente de logística. Estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) apontam que a produção e consumo agrícolas deverão ser 60% maiores em 2050, comparando com a realidade atual. Para o consultor em Planejamento Estratégico e Logística, economista Luiz Antônio Fayet, “quando avaliamos sob o ponto de vista estratégico, vemos o agronegócio como a maior fonte de desenvolvimento e de renda para o Brasil”.

Apesar desse mercado vir se destacando no Brasil, os empresários do setor enfrentam as tradicionais dificuldades, principalmente de logística. Estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) apontam que a produção e consumo agrícolas deverão ser 60% maiores em 2050, comparando com a realidade atual. Para o consultor em Planejamento Estratégico e Logística, economista Luiz Antônio Fayet, “quando avaliamos sob o ponto de vista estratégico, vemos o agronegócio como a maior fonte de desenvolvimento e de renda para o Brasil”.

Ainda na opinião do presidente do Conselho de Administração da Anda, o Brasil vive um momento aparentemente paradoxal, pois constata-se que as curvas dos preços dos fertilizantes estão em alta, enquanto as curvas dos preços das commodities agrícolas apresentam tendência de baixa, “comportamentos extremamente perversos para as atividades da agropecuária, do agronegócio e, portanto, dos fertilizantes”, afirma.

Souza destaca que no contexto tecnológico ocorreram “avanços bastante significativos”, como a conquista do Cerrado, o sistema de plantio direto, a ampliação das pesquisas e extensão rural, o melhoramento das sementes selecionadas oferecendo novas cultivares, os defensivos e os implementos de última geração e a difusão do uso correto de fertilizantes, entre outros, confirmando ainda a posição invejável do Brasil quanto à preservação da sua área territorial – um terço –, frente a “países em condições geográficas semelhantes, que não atingem um décimo dos seus espaços em reservas”, atesta ele.

BRASIL

Produção x Consumo
• É o 4º maior consumidor de fertilizantes do mundo;
• Produz apenas 2% do montante mundial, sendo assim um grande importador;
• Responsável por cerca de 80% da demanda por fertilizantes da América Latina, que cresce quase o dobro da demanda mundial.

Foto: Divulgação

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