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por João Pratagil*

Na área agrícola, o mês de novembro foi pautado por dois temas de grande interesse para os agentes das cadeias produtivas agrícolas e agro (industriais) brasileiras – agrotóxicos e a escolha do novo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os agrotóxicos entraram na pauta por intermédio dos resultados do PARA – Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, do ano de 2012, divulgados pela Anvisa, em 24/11/2014, em seu portal, e veiculado pela mídia: Alimentos têm resíduos de agrotóxicos acima do permitido, diz Anvisa (http://www1.folha.uol.com.br/), o que deve ter motivado o artigo do Presidente da Aprosoja Brasil, Almir Dalpasquale: Opinião: Os alimentos não estão contaminados com agrotóxicos (http://g1.globo.com/).

Apesar dos resultados divulgados pela Anvisa referir-se ao ano de 2012, sem qualquer efeito na postura atual dos consumidores dos alimentos pesquisados, os dados mostraram que os limites máximos de resíduos (LMR) encontrados nas amostras estão conformes com a legislação brasileira, e que a maior parte das inconformidades são relativas aos produtos não registrados para a cultura analisada, não oferecendo qualquer risco à saúde dos consumidores desses alimentos.

Historicamente, para justificar os resultados do PARA, os representantes do agronegócio defendem a tese de que o problema está na falta de produtos registrados para as culturas de baixo suporte fitossanitário, as Minor Crops, como as frutas, legumes e verduras. Já a Anvisa, em seus relatórios, defende a tese da necessidade de se avançar na formação dos produtores rurais, tendo como foco a saúde do consumidor e, principalmente, do próprio trabalhador que lida com estes produtos. As duas teses procedem!

Caberá à nova ministra do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senadora Kátia Abreu, provê-lo dos meios necessários à prestação de assistência técnica e formação dos agricultores, bem como promover a adoção das boas práticas agrícolas via a Produção Integrada Brasil e a produção orgânica, habilitando-os para a produção de alimentos seguros e saudáveis para os consumidores brasileiros. Também será seu papel articular, com o Ministério da Saúde/Anvisa e os agentes das cadeias produtivas das Minor Crops, soluções que acelerem novos registros e extensão de uso, para as Minor Crops, de produtos já registrados no Brasil para outras culturas.  A competitividade da agricultura brasileira depende do alto nível tecnológico dos seus agricultores e de um ambiente que favoreça o empreendedorismo e a inovação no campo! 

*Doutor em Agronomia, Pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical 

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