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Por Rogério Morais

A fruticultura brasileira, em 2015, deverá manter a tendência de queda dos últimos anos. No ano passado, conforme dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (Mdic), o Brasil exportou quase 600 mil toneladas de frutas frescas, no entanto, apesar dos números parecerem expressivos, registrou redução de quase 10% em relação ao volume vendido no ano anterior.

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) essa queda tem como principal motivo a estiagem que vem predominando nos estados mais produtores, como Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo. O setor da fruticultura é responsável por 27% da mão de obra empregada pelo agronegócio, atualmente com cerca de 2,2 milhões de hectares cultivados em mais de 30 polos produtivos em todas as regiões do país. Mas não é somente o fator climático o responsável pela queda de negócios externos nesse setor.

Alerta a CNA que a saída do Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP) da União Europeia, atualmente o principal destino das frutas brasileiras, o recuo das exportações para aquele continente será realidade em 2015. O Brasil era o quinto maior beneficiário do SGP europeu, mas a saída em 2014 implicará no esforço de competitividade com os nossos maiores concorrentes no mercado internacional, ou seja, países do Mercosul, como Chile e Peru, que têm acordos bilaterais e exportam para a Europa com tarifa zero ou “muito reduzida”.

Técnicos da Federação da Indústria do Estado do Ceará (Fiec) admitem que o fato de o Brasil ter formado no bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reduziu a sua competitividade, pois perdeu as vantagens tarifárias concedidas pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio (Unctad) aos chamados países em desenvolvimento.

Para especialistas, “o melão [do Ceará e Rio Grande do Norte] na China é ouro, para o chinês”. A fruticultura brasileira para a exportação é considerada produto de alto valor agregado no mercado internacional, considerando, por exemplo, os grãos e outras commodities. Enquanto o preço referencial em dólar por tonelada de milho é 200 e a de soja chega a 450, a de frutas oscila entre 1.000 a 1.700 dólares/t.

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de produção de frutas, mas a sua posição é considerada inexpressiva no negócio mundial. Exporta apenas 2% das frutas que produz, conforme a CNA. Os dez maiores produtores mundiais são responsáveis por pouco mais de 60% da produção total. Segundo a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), a produção mundial de frutas tem apresentado crescimento contínuo, principalmente pela grande diversidade de espécies cultivadas em clima tropical.

As frutas mais produzidas no mundo são as bananas e plátanos (no Brasil são consumidas como um só produto), melancia, maçã, laranja, uva, pera e abacaxi. O Brasil é o maior produtor mundial de suco de laranja, mamão e abacaxi. Mesmo assim, é apenas o 15º exportador mundial de frutas, de acordo com o órgão cearense.

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Exportação/2014

Brasil exportou quase 600 mil toneladas de frutas frescas; Houve redução de quase 10%, em relação ao ano anterior
País ocupa o 3º lugar no ranking mundial de produção de frutas; Exporta apenas 2% do que produz, conforme a CNA.


Foto: Divulgação

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