AgroValor Publicidade
AgroValor

por Angelo Tomasini

O leilão Simental Premium Parade, realizado no mês passado, em Avaré (SP), durante a 23ª Exposição Nacional da raça, faturou R$ 364,8 mil, com 19 lotes. Entre os três anfitriões do evento estava a Casa Branca Agropastoril.

Com cinco propriedades em Minas Gerais e uma em Mato Grosso, o grupo é reconhecido também pelo trabalho genético com as raças Brahman e Angus, da qual Paulo de Castro Marques é presidente da associação brasileira (ABA).

Natural de Belo Horizonte (MG), mas com idas e vindas a São Paulo, teve os primeiros contatos com o campo nos anos 1960, quando mudou-se com a família para Uberlândia e o pai investiu na pecuária leiteira. “Meu pai sempre quis que acompanhássemos tudo de perto. De lá para cá me apaixonei e nunca mais esqueci essa experiência”, recorda.

O negócio durou por certo tempo e depois a família mudou-se para São Paulo, onde passou a se dedicar à indústria de medicamentos. Na década de 1970 voltaria à vida no campo, no sul de Minas, em sociedade com dois irmãos, na pecuária leiteira, onde permaneceu por um longo período.

Após afastar-se do campo mais uma vez, em detrimento dos negócios na área farmacêutica, a primeira fazenda só dele foi adquirida nos anos 1990. “Não resisti e resolvi voltar ao campo. Aí comprei uma propriedade só minha”, lembra.

O projeto Casa Branca Agropastoril iniciou ao lado do filho Paulo, 30 anos, que hoje atua apenas nos negócios do laboratório, mas tem continuidade com a filha Fabiana, 26, recém-formada em Agribusiness, nos Estados Unidos. “Junto com meu filho começamos a fazer algumas pesquisas e resolvemos entrar então na pecuária de corte, principalmente na seleção genética para a produção de animais comerciais”, afirma.

Segundo ele, o principal objetivo é oferecer material genético para cruzamento industrial. Dentro disso, selecionaram três raças que achavam que poderiam agregar valor com qualidade e produtividade ao pecuarista. Atualmente são cinco unidades no grupo: quatro no sul de Minas (Silvianópolis, Turvolândia e Fama) e uma no Mato Grosso (Cocalinho).

Estrutura
Somando a área das propriedades de Minas, chega a 2.200 hectares, todas bem próximas. Assim como somando todos os animais das três raças, chegamos a um total de 3.200 animais, incluindo as receptoras. Já na fazenda do Mato Grosso, são 24 mil hectares, onde apenas 30%, ou seja, algo em torno de 6.200 hectares, são utilizados para a cria e cruzamento industrial de cerca de 7 mil animais. O restante é preservado. “Eu preservo 70% da propriedade para os meus netos conhecerem o que era a vida selvagem”, profetiza. De acordo com Marques, a pastagem básica é a braquiária, mas procurando sempre novas variedades e fazendo correção de solo. As plantações são basicamente para o manejo do rebanho, milho para silagem e piquetes para fazer feno.
 

Alimentação e manejo
Grande parte do manejo é feito a campo. Apenas os animais que não devem ser expostos são alojados em baias, algo em torno de sessenta. “A nossa seleção se baseia, primeiro, em uma busca genética. Procuramos sempre utilizar reprodutores melhoradores. Em cima disso, quando o animal nasce é feita uma avaliação inicial, ou melhor, quatro avaliações: no momento em que nasce, aos três meses, na desmama e no sobreano”, explica. Eles são separados por lotes de idade e, a partir do momento que algum se destaca, vai para piquetes especiais, onde recebe acompanhamento mais próximo porque é um animal que deverá ir para a pista para julgamento morfológico. Na alimentação, o forte é o pasto. Só no período mais intenso da seca, que é feita alguma suplementação com silagem e um pouco de concentrado. Cada raça ocupa uma unidade do grupo e somando as cinco propriedades são necessários algo em torno de noventa funcionários.
 

Reprodução
Métodos diversos são utilizados: inseminação artificial (IA), inseminação a tempo fixo (IATF), transferência de embriões (TE), fertilização in vitro (FIV). “Tenho animais dedicados a cada tipo de trabalho que vai ser feito. A estação de monta vai da segunda quinzena de setembro até janeiro”, explica Marques. Na fazenda do Mato Grosso, onde faz a cria, os bezerros são vendidos na desmama para criadores ou terminadores.

 

Fotos : Arquivo pessoal

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design