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Por Rogério Morais

Nem história do semiárido, pesquisa meteorológica, estudos das nuvens, chuvas artificiais, cultura das chuvas no Nordeste, e nem mais uma simples lembrança de um trabalho que nas décadas de 70 e 80 destacaram o Ceará no Brasil e no mundo sobre esses assuntos.

Além de “arquivo morto” em repartição pública e farto registro em jornais, a única peça concreta sobre o pioneirismo cearense já na década de 1950, através do professor João Ramos Pereira da Costa, é um dos três aviões modelo Bandeirante (o primeiro fabricado pela a Embraer em 1968), que o Governo do Ceará adquiriu, será vendida para revenda de peças usadas de aviões.

Desmontado
Outros dois foram descartados e esse último entregue à Universidade Estadual do Ceará – Uece. Fonte do governo estadual informa que a aeronave, atualmente em uma área descoberta do Aeroporto Internacional Pinto Martins (Fortaleza), alugada à Infraero para estacionar aparelhos do Governo (administração e policial) será vendida para desmontagem e uso de peças em outros aviões do mesmo modelo.

De acordo com informações, somente no Ceará existem ainda três desse tipo de avião em uso comercial privado. Em 1991, quando a empresa suspendeu a sua fabricação havia construído 498 unidades. Conforme uma fonte, o descarte do aparelho deve-se ao estado técnico do avião, com mais de quatro anos parado e sem manutenção técnica. O custo para deixá-lo em condições de voo de acordo com as normas da avião civil é “alto”.

Desperdício
Em setembro de 2014, o AgroValor fez uma reportagem sobre a situação  do avião após um gasto do Governo em torno de 1,5 milhão de reais em equipamentos de pesquisas. Como título “Abandonado”, a matéria mostrou que havia um movimento empresarial exigindo do Governo do Estado o retorno do programa de “chuvas artificiais” no interior cearense.

 Na reportagem, conforme o Presidente da Associação Comercial do Ceará – ACC – empresário João Porto Guimarães, “esse avião estacionado no quartel da Base Aérea de Fortaleza é um dos dois aviões da antiga Funceme (Fundação Cearense Meteorologia e Chuvas Artificiais), e que no ano 2000, foi para o centro de pesquisa da Universidade do Estado para desenvolver estudos do clima”.

O avião recebeu investimento de 1,5 milhões de reais do Finep – Financiamento de Estudos e Projetos – uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para se tornar o único equipamento da região Nordeste em condições de estudar as mudanças climáticas e operar na modificação artificial do tempo. Mas todo esse investimentos em aparelhos científicos não se sabe o destino ou se ainda tem alguma utilidade.

O AgroValor viu o atual estado do avião. Ele se encontra ao lado da pista do aeroporto na área da Infraero, alugado ao Governo do Ceará para estacionar principalmente os helicópteros do Ciopaer – Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas –, que inclusive deve deixar o aeroporto, devido aos elevados custos, com a privatização do Pinto Martins, conforme decisão do Governo Dilma.

Foto: Capa da edição 103 (Setembro_2014) do jornal AgroValor

 

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