AgroValor Publicidade
AgroValor

da Redação

Todos os indicadores conjunturais de 2014 da Indústria Brasileira de Bens de Capital Mecânicos da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) foram negativos em relação aos períodos anteriores. Faturamento, PIB do setor e exportação registraram índices preocupantes. Isso significa que o setor está em recessão. Os números estão no relatório da entidade referente ao fechamento do exercício do ano passado.

Em dezembro, por exemplo, o saldo da balança comercial de máquinas e equipamentos foi deficitário em US$ 1,041 bilhão, uma queda de 15,8%, quando comparado com o mês de novembro/2014. No ano, o déficit foi de US$ 15,276 bilhões, registrando uma redução de 24,2%, se confrontado ao mesmo período de 2013. Vale ressaltar que o setor fornece máquinas para a agricultura, setor petroleiro e energia renovável, máquinas e equipamentos para bens de consumo, para o setor de logística e construção civil, para a indústria de transformação, infraestrutura e indústria de base.

Se esse negócio não vai bem, isso significa que toda a indústria brasileira repercute o problema. A queda de produção das fábricas que fazem máquinas para outras indústrias – conhecidas como produtoras de componentes de bens de capital – foi de 20%, em média. Confirmando a análise, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – acaba de divulgar pesquisa sobre o desempenho da indústria brasileira em 2014, o pior dos últimos cinco anos.

De um total de 26 setores pesquisados pelo IBGE, vinte ficaram no vermelho no ano passado. Um prejuízo de 3,2%. Setor automotivo, indústria da construção civil, confecção, fábricas de bens duráveis, como geladeira, televisão etc., todos deixaram de comprar máquinas e equipamentos. Diante desse quadro, conforme o presidente do Conselho de Administração da Abimaq, Carlos Pastoriza, já era esperado “um ano de 2015 bastante complicado”.

A expectativa de Pastoriza é de mais um ano de queda para o setor. O relatório mostra que em 2014 os preços de máquinas e equipamentos passaram a crescer menos do que a variação dos custos, “reduzindo, ainda mais, as margens do setor”. Lembra ainda o dirigente da Abimaq que “o ano (2015) nem bem começou e algumas medidas nessa direção já foram anunciadas”. Ele refere-se ao pacote de aumento de impostos: elevação de IOF nos financiamentos e dos juros para financiamento da casa própria, volta da CIDE nos combustíveis, a não correção plena da tabela do imposto de renda, dentre outros.

O setor de cereais é o único que rema contrário ao projeto de estagnação deste ano: A primeira estimativa de 2015 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) totalizou 201,3 milhões de toneladas, superior 4,4% à obtida em 2014, da ordem de 192,8 milhões de toneladas.

Para o dirigente da Abimaq, “seria futurologia prever o quão fortemente o ano de 2015 está comprometido, mas é fato que passaremos por um período de significativa retração econômica”, finaliza.

EM QUEDA

• Segundo o IBGE, o desempenho da indústria brasileira em 2014 foi o pior dos últimos cinco anos.
• De um total de 26 setores pesquisados, 20 ficaram no vermelho no ano passado.
• A expectativa para 2015 é de mais um ano de queda para o setor de máquinas, segundo a Abimaq.

Foto: Divulgação

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design