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Por Valdir Ribeiro JR, de São Paulo (SP), com Vinícius Galera

De acordo com Marcelo Furtado, engenheiro químico mestre em energias renováveis, o governo federal deve começar a recompensar os produtores que se preocupam com os projetos ambientais do país, ao mesmo tempo em que precisa parar de dar incentivos a quem não dá importância ao assunto.

Furtado, que também é coordenador geral da Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, acredita que a falta de uma postura pública mais rígida em relação às normas das iniciativas ambientais tem impedido a formação de um grupo coeso no setor.

No dia 18 de maio deste ano, por exemplo, o Senado aprovou uma medida provisória que prorrogou o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para 31 de dezembro de 2017. "Com isso, aquele produtor que acreditou nas mudanças e se preocupou em se cadastrar dentro do prazo, acabou virando o 'otário'. Enquanto o outro, que ignorou o projeto e deixou tudo para mais tarde, virou o 'esperto'. É esse Brasil dividido entre supostos espertos e otários que precisa mudar", disse o especialista, durante o debate “Liderança e Protagonismo”, do 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio.

Segundo Furtado, o governo deve criar mecanismos de reconhecimento aos produtores que seguem as normas do CAR e do Código Florestal, garantindo a eles um lugar especial na participação da política pública. "Mas, primeiro, é preciso dar início [aos projetos]. E a postergação se mostra como um retrocesso para o avanço do setor", afirma.

Desafios
O grande desafio do agronegócio, para Furtado, é a mudança de narrativa que precisa acontecer no setor. Segundo o especialista, os produtores brasileiros devem mostrar para o mundo que é possível produzir alimentos, gerar dinheiro e emprego ao mesmo tempo em que são tomados todos os cuidados com o meio ambiente.

Para isso, ele cita as práticas da economia de baixo carbono defendidas pela Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, como recuperação de pastagens degradadas e florestas, integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e sistemas de plantio direto. "O benefício dessas atividades é intenso para o meio ambiente, para as pessoas, mas também, para a economia. O setor precisa entender que a agropecuária de baixo carbono chegou para ficar", afirma.

Foto/legenda: Para o coordenador geral da Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, falta de postura rígida impede coesão no setor (Foto: Rodrigo Trevisan/Ed. Globo)

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