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Por Amanda Oliveira e Nathalia Fabro, com Cassiano Ribeiro 

No começo do século XIX, o café já era tratado como investimento pelo Império de Dom Pedro II, mas ainda não havia chegado às terras de São Paulo, que na época era um centro econômico e politicamente modesto se comparado a Santos Rio de Janeiro.

Com a ampliação das plantações no país e também no interior do Estado, a então vila de São Paulo passou a ser destino de altos investimentos  e também casa de barões do café da época.  “A ampliação do café dá uma estrutura para conectar São Paulo ao litoral, que eram conhecidos como ‘serra cima’ e ‘serra baixo’, e tinha o acesso de mercadorias feito nos lombos de burros”, afirma Marília Bonas, diretora executiva do Museu do Café.

Uma das obras mais importantes foi a construção da ferrovia responsável pelo escoamento do produto, que aí já era o principal item exportado pelo Brasil e sustentava a economia paulistana. Milhares de imigrantes chegaram à cidade, que deixava cada vez mais para trás a arquitetura colonial e ganhava imponência com grandes edifícios. Sedes de grandes bancos e as mansões de famílias ricas criaram uma nova cidade. A pequena vila então passa a ser um importante centro comercial com ar contemporâneo. Para Marília, foi o café o grande responsável pela modernizaçãourbanização e desenvolvimento da cidade de São Paulo.

Antigamente, as tradicionais famílias do café possuíam propriedades em três regiões do Estado, vivendo a chamada triangulação. “As famílias cuidavam de uma ou mais fazendas no interior, um escritório financeiro em São Paulo e outro escritório de representação em Santos, para tratar de questões de exportação”, diz a diretora do Museu do Café. As mansões ocupavam, em grande maioria, as regiões da Avenida Paulista, Avenida Angélica e do bairro Campos Elísios. Ao lado de Santos, era o maior ponto de negociação de café do país.

Essa trajetória de implementação e dominação do café no Estado e na capital paulista durou até 1930. Mas até hoje o grão é prestigiado na maior cidade e centro de consumo do Brasil. “Na esfera de hábitos e da sociabilidade, São Paulo continua sendo um polo de novas modas relacionadas ao café”, conclui Marília.

Como bebida, o café segue presente no cotidiano do paulistano, seja nas cafeterias ou nos diversos pontos da cidade que ainda conservam esse importante capítulo na história da cidade. Na Avenida Nove de Julho, por exemplo, uma das mais importantes da capital, um monumento homenageia a figura do colhedor de café. Ao lado da estátua, há ainda alguns pés do grão, que segundo os moradores locais, rendem um café de boa qualidade na época da florada

O Brasil ainda é o maior produtor e exportador mundial de café. Na safra que começa em maio, a previsão é de que o país retire das lavouras até 47 milhões de sacas do grão.

Fonte: Globo Rural
Foto/legenda: Monumento em uma das principais avenidas de São Paulo homenageia o colhedor de café, com dois pés do grão ao lado. (Flick)

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