AgroValor Publicidade
AgroValor

da Redação

Sol e água estão transformando o Ceará em um grande produtor de leite no Brasil. Mesmo com três anos consecutivos de irregularidades de chuvas – índices pluviométricos abaixo da média –, o estado está conseguindo aumentar a sua produção e produtividade. Pelo menos três dos dez maiores produtores de leite do país estão em solo cearense. E a perspectiva é de entrada de novos empreendimentos vindos de outros estados.

O empresário Jorge Parente (ver entrevista nas Páginas Verdes), 69, da Companhia Brasileira de Laticínios (CBL) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), garante que essa é a grande arma que o Ceará tem para atrair investidores para geração de renda e emprego no campo, “com produção competitiva e produtividade”. Na prática, esses potenciais (água e sol) já vêm atraindo produtores de outros estados para o semiárido cearense.

Grandes
As características cearenses e um mercado que absorve, considerando que “o parque industrial do Ceará tem condições de comprar toda a produção de leite que venha a ser feita no estado”, conforme Parente, é a bola da vez do setor, garante. E sem precisar “trazer matéria-prima de fora” para sustentar os custos de produção, avalia.

Não por acaso, mas por uma lógica empresarial, considerando os fatores positivos de produção, “os três maiores produtores de leite do Ceará estão ranqueados entre os 10 maiores do Brasil”, frisa o empresário. São eles: o Grupo Edson Queiroz, com mais de um milhão de litros por mês, a Cialne, por volta de 750 mil litros/mês, e a CBL, de 600 a 650 mil litros/mês.

Mágica?
Nada de mágica. Vantagens competitivas criadas ao longo dos anos, milhões de metros cúbicos de água armazenada em diversos açudes – Castanhão e Orós, entre os maiores – que possibilitam a irrigação, e sol o ano inteiro, patrimônio natural de todo o semiárido nordestino. O Ceará já vem ofertando feno para criadores de outros estados, além de frutas para vários países, na mesma técnica.

Parente lembra ainda que esse processo deverá ser crescente, pois o “grande sustentáculo será a transposição das águas do rio São Francisco”. Conforme o empresário, de acordo com informações do Ministério da Integração Nacional, em setembro de 2015 as águas do chamado ‘Velho Chico’ estarão chegando ao Ceará através do eixo Jati (CE), e entrando água no rio Salgado (sul do Estado), que deverá ir para o Açude Castanhão. A partir daí, continua ele, alimentará o ‘Cinturão das Águas’, outro relevante projeto no setor hídrico para atender o setor rural. O Ceará deverá ter produção irrigada em uma das áreas mais áridas do Nordeste, o Sertão dos Inhamuns.

Voltando à nova realidade sobre os custos do leite, Parente destaca que o Ceará produz leite na base de pasto irrigado rotacional, um sistema moderno de produção, que está fazendo com que o estado seja “um player” importante hoje no Nordeste. “A alimentação do gado é capim”, afirma ele. Com isso, a produção passa a ter uma forma competitiva em nível internacional. E garante: “O Ceará tem leite suficiente para rodar o seu parque industrial”.

Leite 'irrigado' no CE
• Estado tem três dos 10 maiores produtores de leite do Brasil (Grupo Edson Queiroz, Cialne e CBL);
• Grande açudes, como Castanhão e Orós, possibilitam a irrigação;
• Em setembro de 2015, as águas do rio São Francisco chegarão ao Ceará;
• Sertão dos Inhamuns, uma das áreas mais áridas do NE, terá produção irrigada.

Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design