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Embora o país tenha semeado uma área recorde de 58,3 milhões de hectares na safra 2015/16, a produção total de grãos será a menor desde 2012. É o primeiro recuo em sete anos.

Os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) desta terça-feira (6) apontam para novo recuo de produção de grãos. Desta vez, para 186,4 milhões de toneladas.

O volume de produção deste ano é 21,4 milhões de toneladas inferior ao da safra passada, quando o país produziu 207,8 milhões de toneladas.

O principal motivo dessa desaceleração na produção foi a queda generalizada na produtividade brasileira de grãos. Considerando um dado médio para o país, ele é o menor em cinco anos.

A queda de produção ocorreu em praticamente todos os itens da safra semeada no verão.

Além da queda de produção, boa parte dos principais produtos brasileiros exportáveis teve redução de preços no exterior, como soja e milho.

Essa conjugação de recuos na produção e nos preços faz com que a renda dos produtores, representada pelo Valor Bruto de Produção, tenha queda neste ano em relação ao anterior. A redução média do VBP das lavouras será de 1% no ano.

A desaceleração da produção agrícola fez com que o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio tivesse uma redução em todas as fases de comparação.

A atividade da agricultura no segundo trimestre deste ano recuou 2% ante o trimestre imediatamente anterior; caiu 3,15% em relação ao mesmo período de 2015; recuou 2,4% nos quatro trimestres acumulados e 3,4% no acumulado do ano em relação a igual período de 2015, segundo dados do IBGE.

Uma das consequências dessa quebra de ritmo da produção de grãos brasileira recai sobre os consumidores.

A produção de feijão cai 22% neste ano, reduzindo os estoques finais da safra para apenas 49 mil toneladas. Esse volume é suficiente para apenas seis dias de consumo nacional. O preço disparou.

O clima afetou também a produção de arroz, que caiu para 10,6 milhões de toneladas, 15% menos do que na safra anterior. Com isso, os estoques finais recuam para 316 mil toneladas, o suficiente para 36 dias.

Para que esse volume de arroz seja atingido no final de safra, o governo estima um aumento de 158% nas importações do cereal e recuo de 19% nas exportações.

Soja 
A mais recente estimativa da Conab indica produção de 95,4 milhões de toneladas, 1% menos do que na safra anterior.

Milho 
Com recuo previsto de 25% na segunda safra, a chamada safrinha, a produção total do país recua para 67 milhões de toneladas, a menor em cinco anos.

Verão
A produção de verão ficou em 25,9 milhões de toneladas, com queda de 14%, e a de inverno deverá cair para 41,1 milhões de toneladas.

Mais afetas 1
A região Nordeste foi a mais afetada pelo clima neste ano. A produtividade das lavouras teve recuo de 34%. Piauí esteve na liderança, com recuo de 51%.

Mais afetadas 2
A região Centro-Oeste, líder em produção, teve a segunda maior queda: -17%. Em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso, as quedas foram de 20% e 19%, respectivamente.


Folha de S. Paulo
Foto: Divulgação

 

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