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por Rogério Morais

O governador eleito do Ceará, Camilo Santana (PT), apesar de não ter apresentado formalmente proposta concreta para o crescimento do PIB rural cearense no seu programa de governo, firmou compromissos formais com diversos segmentos da área. Agrônomo, ex-Secretário da Agricultura do Estado e no mandato de deputado estadual, ele tem amplas credenciais para administrar e aumentar a produção do setor econômico que mais carece de investimentos para os cearenses. 

Carta
A carta (“Aos companheiros e companheiras do Dnocs e a todos que habitam o semiárido cearense”) assinada pelo então candidato, no dia 8 de setembro de 2014, e entregue à diretoria da associação dos servidores do órgão, revela a sua firme decisão de reverter o quadro crítico de uma repartição do governo federal que já fez e poderá fazer muito mais para o desenvolvimento dos negócios rurais no Nordeste. “Proponho, se eleito, governar contando com a participação decisiva do Dnocs e de seu competente corpo de servidores, principalmente em dois importantes empreendimentos que se completam: o canal do rio São Francisco e o Cinturão das Águas. Essas duas iniciativas, em andamento nos governos Dilma e Cid, consolidarão o destino promissor de nossa região e de nosso Estado”, afirma, no documento, o futuro governador do Ceará.

Para o presidente da associação dos servidores, Roberto Morse de Souza, o governador eleito foi o que mais demonstrou interesse em trabalhar para desenvolver o agronegócio no Nordeste, através do Dnocs. “É preciso nosso empenho em requalificar o atual papel do Dnocs na política para o semiárido”, assegura no documento, destacando ainda, que “é preciso investir mais em seu parque tecnológico, com ênfase na piscicultura”.

Irrigação
O Ceará já tem diversos projetos em várias áreas que vêm mostrando excelentes resultados no sistema de irrigação. “É preciso revitalizar e fazer produzir os 16 mil hectares irrigados que o Dnocs administra e que estão ociosos”, lembra o futuro gestor estadual, demonstrando que esse método será um foco da sua administração. Ele vai também articular os governadores da região e da bancada nordestina no Congresso para "garantir a ação plena do órgão”.

E o que esperar mais do governador Camilo Santana no setor da agropecuária do Ceará? Além das questões denominadas de “convivência com a seca”, como universalização de implantação de cisternas em todo o Estado, mais poços profundos e ampliação de adutoras para atender o consumo doméstico, ele vai ampliar a área irrigada, em ações conjuntas com o governo federal e a iniciativa privada.

Conforme garantiu, Santana vai trabalhar para que os perímetros tenham gestão participativa do estado, e acrescenta que, “além disso, vou estabelecer parcerias para pôr em funcionamento todas as áreas improdutivas dos perímetros irrigados do Ceará, e assim dobrar nossa produção irrigada em quatro anos”.

A outra questão em aberto é a gestão das águas da transposição do São Francisco, que deverá banhar o sertão já em 2015. O seu compromisso é também trazer a gestão regionalizada, nos estados. Santana ainda recebeu documento da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) contendo os pleitos dos empresários, relacionando questões de logísticas, créditos, segurança e gestão hídricas.

Desafios a partir de 2015
• Revitalizar 16 mil hectares irrigados que estão ociosos;
• Articular os governadores do Nordeste e a bancada nordestina no Congresso para garantir a ação plena do Dnocs;
• Gestão das águas da transposição do São Francisco regionalizada, com os Estados.

Foto: Divulgação

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