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da Redação

Fiel ao desafio da presidenta Dilma Rousseff, a ministra da Agricultura Kátia Abreu anunciou como uma das principais metas, “dobrar a classe média rural” brasileira. Conforme dados contidos no discurso da ministra, sem referência de fonte, atualmente o Brasil tem mais de 5 milhões de produtores, sendo 70% nas classes D e E, 6% nas classes A e B, e apenas 15%, algo em torno de 800 mil produtores, na classe C.

De acordo com o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006, o país tinha 3,705 milhões de estabelecimentos agropecuários, todos com algum tipo de receita. Através da metodologia definida pelo Mapa, a pesquisa classificou o produtor com os seguintes critérios: Primeiro (Familiar, pronafiano, e não classificado como médio produtor); Segundo (Familiar, não pronafiano, e classificado como médio produtor); Terceiro (Não familiar, módulo fiscal, e classificado como médio produtor).

De acordo com o trabalho do IBGE, no primeiro item (Familiar/pronafiano) está o maior número de propriedades, ou seja, 2,844 milhões.  No segundo (Familiar/não pronafiano) são pouco mais de 211 mil. E no terceiro item (Não familiar/médio produtor), 190,59 mil estabelecimentos. A pesquisa revela ainda outras 458,42 mil propriedades fora dessa classificação.

Para técnicos do instituto (Unidade Regional no Ceará) consultados pelo AgroValor, o IBGE “não classifica” as propriedades rurais em “A”, “B” ou “C”. “Essa classificação não é nossa”, confirma, acrescentando que o Censo Agropecuário 2006 investigou os estabelecimentos agropecuários e as atividades neles desenvolvidas para obter informações detalhadas sobre as características do produtor e do estabelecimento, bem como sobre a economia e o emprego no meio rural nos setores da agricultura, pecuária e agroindústria.

Disse Kátia que a presidenta Dilma recomendou a ação. “Ela [Dilma] me pediu obstinação nessa tarefa [dobrar a classe média rural] e vamos de porteira em porteira encontrar estas pessoas e estabelecer metas”. O primeiro gargalo que a ministra vai encontrar é a falta de recursos. No ano passado, o Ministério do Planejamento cortou R$ 562 milhões no orçamento do IBGE, e essa medida simplesmente inviabilizou o Censo Agropecuário de 2015, que já deveria estar em execução.

“Esse processo [censo] é feito de 10 em 10 anos”, explica o funcionário. Os danos para o setor são incalculáveis, considerando que a dinâmica rural, nos últimos anos, no Brasil, agregou diversas novidades tecnológicas e até culturais na sociedade, que servirão de parâmetros nas pesquisas e na avaliação socioeconômica. Mas os técnicos do IBGE fazem questão de afirmar que apenas apuram as informações, ficando para outras entidades classificar economicamente.

O órgão precisa de R$ 3 bilhões para realizar as seguintes operações em 2015: Censo Agropecuário e contagem da população. No primeiro, sempre são acrescentadas práticas novas. Em 2006 foi a agricultura familiar: Quantos são, onde estão e o que produzem. Para os técnicos, no próximo novos dados serão descobertos e que poderão ajudar o Mapa na missão de classificar e aumentar a sua renda.

CLASSES RURAIS

Brasil tem mais de 5 milhões de produtores
•  Classes A e B: 6%
•  Classe C: 15% (cerca de 800 mil)
•  Classes D e E: 70%

Foto: Divulgação

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