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da Redação

O Parque de Exposições de Salvador foi palco da 8ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, durante a Feira Internacional de Agropecuária da Bahia (Fenagro 2014), movimentando criadores de todo Brasil, especialmente nordestinos. O evento ocorreu de 29 de novembro a 7 de dezembro. O tema “Brasil Sem Fronteiras”, escolhido pela Associação Brasileira de Criadores de Dorper (ABCDorper), promotora da mostra, destacou o reconhecimento internacional do território nordestino como área livre de febre aftosa com vacinação.

Dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) indicam que o volume de registros da raça Dorper, a mais expressiva, saltou de 33.634, em 2009, para quase 92 mil, em 2014. O estado de São Paulo é líder em volume de rebanho, com 22 mil exemplares, seguido pela Bahia, com quase 16 mil; e Pernambuco, com pouco mais de 12 mil.

Novos mercados
Paulo Augusto Franzine, presidente da ABCDorper, destaca a importância da primeira Nacional realizada sem barreiras sanitárias. “É uma conquista que beneficia a ovinocultura como um todo. Graças à decisão da OIE [Organização Mundial de Saúde Animal], há criador participando pela primeira vez de uma pista do nível da Nacional”, ressalta.

“O novo status sanitário do Nordeste permite uma circulação mais intensa dos criadores da região nas exposições pelo Brasil e facilita o acesso a um acervo genético considerado formidável e ainda pouco conhecido nacionalmente”, avalia Franzine. “O Dorper é, seguramente, a raça de ovinos que mais cresce no Brasil”, garante o criador. Cerca de mil animais participaram da mostra, dos quais setecentos foram a julgamento.

O Dorper e o White Dorper são mais conhecidos pela precocidade, rendimento de carcaça e qualidade de carne que agregam aos diferentes sistemas de cruzamento, mas também são rústicos, férteis e se adaptam perfeitamente a qualquer condição de clima. Possuem origem sul-africana e chegaram ao Brasil há pouco mais de duas décadas. Muitos ovinocultores reconhecem que eles ajudaram na composição de um padrão de qualidade para a carne de cordeiro nacional, fazendo o consumo saltar.

Investimentos
Mas o setor, principalmente no Nordeste, tem um problema a ser vencido. De acordo com Anderson Pedreira, diretor da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Accoba), “são necessários investimentos da ordem de R$ 5 milhões para que uma planta frigorífica de pequeno porte opere de forma regular, uma conta que só é paga com dois a três mil abates por dia”, diz.

Ele explica que a quantidade é incompatível com a oferta de qualquer Estado. Outro agravante é a concorrência do abate informal, que resulta em perda de matéria- prima para atravessadores. “Sem saber para quem fornecer a carne, muitos produtores acabam seduzidos por uma promessa de melhor remuneração”. Segundo ele, esse mercado já remunera o produtor a uma média de R$ 14, o quilo de carcaça.

HOMENAGEM

A exposição homenageou duas figuras determinantes no desenvolvimento das raças Dorper e White Dorper, no Brasil: o casal Maria Helena e Mário de Castro, já falecidos. Em 1995, quando se desfez de uma empresa de autopeças, o empresário fundou a Dorper Campo Verde, em Jarinu (SP), que rapidamente se tornou referência nacional. A propriedade iniciou atividades em 2006, a partir da importação maciça de embriões dos melhores criatórios sul-africanos.

Foto: Divulgação

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