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AgroValor

por João Pratagil*

A e-agricultura emergiu na onda da construção de uma Sociedade da Informação Mundial, iniciada na WSIS – Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (Genebra-Suíça, 2003 e Tunis-Tunísia, 2005), onde foi considerada estratégica para: a) assegurar a difusão sistemática de informações que usem as tecnologias de informação e comunicação (TICs) no campo da agricultura, da criação de animais, da pesca, do cultivo e conservação das matas e da alimentação, para oferecer um acesso imediato a conhecimentos e informações completas, atualizadas e detalhadas, especialmente nas áreas rurais; b) possibilitar parcerias entre setores público e privado para maximizar o uso das TICs como instrumento para melhorar a produção (em quantidade e qualidade).

No Brasil, os programas e projetos de inclusão digital da agricultura são recentes e estão sendo patrocinados por diversas entidades públicas e privadas.

Os programas/projetos desenvolvidos utilizaram diversos objetivos e estratégias de implementação que, com exceção do Programa de Inclusão Digital Rural da CNA, não têm alinhamento com as duas recomendações da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação. 

Considerando que no Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) foram identificados 5 175 489 estabelecimentos agrícolas, dos quais 84,4% são estabelecimentos de agricultores familiares. Considerando ainda que 78% do total de estabelecimentos não receberam orientação técnica, 13% a receberam ocasionalmente e 9% a receberam regularmente. O megadesafio da inclusão digital da agricultura brasileira requer, urgentemente, um Programa Nacional de e-agricultura, que tenha a participação dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura, da Pesca e Aquicultura, da Ciência Tecnologia e Inovação, da Educação, da Comunicação, além de outras instituições públicas dos governos federal, estadual e municipal, como a Embrapa, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural –Anater, e suas correspondentes estaduais, a CNA, as agências de fomento do país e as empresas privadas de TICs. Novos paradigmas e parcerias serão necessários para uma e-agricultura brasileira inclusiva e inovadora!

*Doutor em Agronomia, Pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical 

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