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Por Angelo Tomasini

Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat nasceu no Cairo, Egito, e veio para o Brasil em 1968. Formado em engenharia civil, pela Universidade do Cairo (1965), por aqui abriu o seu próprio negócio, que segundo ele, consome boa parte do seu tempo, o qual divide com a criação de cavalos da raça brasileira Mangalarga Marchador.

Atualmente o criador mora em Belo Horizonte (MG), com a família. Sucinto no que diz respeito à vida pessoal, nos falou sobre o seu envolvimento com os cavalos, a sua trajetória no meio e, claro, o amor pela raça brasileira.

O começo
Criador de Mangalarga Marchador há 25 anos, no seu haras El Far, em Lavras (MG), afirma que a paixão pelos cavalos vem de berço: “Começou há muitos anos quando eu ainda vivia no Egito com meus familiares que criavam equinos da raça Árabe”.

Apesar da paixão, somente aqui tornou-se de fato um criador. “Em 1968 vim para o Brasil e acabei me naturalizando brasileiro. Mais tarde, adquiri uma fazenda no sul de Minas, onde passei a criar o Mangalarga Marchador e tenho um amor muito grande por essa raça”, revela.

Sendo natural de outro país, pergunto por que escolheu o cavalo nacional. A resposta é rápida: “Quando conheci o Marchador, não tive dúvidas quanto ao diferencial da raça, representado na soma de virtudes e atributos raciais, que se traduzem em beleza, temperamento e andamento”.

Até conseguir firmar o seu plantel e trazer excelência para os seus animais, o caminho não foi fácil.  “Tive alguma dificuldade no início, mas considero que após estes anos de criação, com bons resultados, consigo enxergar com clareza o cavalo que desejo ter. E esse cavalo é, mais do que nunca, o Mangalarga Marchador: belo, cômodo e de temperamento de sela. Para o lazer, não tem coisa melhor. Ganhou minha preferência”, orgulha-se.

A associação
Tanto apreço por eles levou o empresário à diretoria da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCM). A primeira gestão foi de 2005 a 2008, como presidente do Núcleo dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador do sul de Minas.  Tão logo finalizou o pleito, já assumiu a presidência nacional, no mesmo ano, onde cumpre o segundo mandato e deve permanecer até o final de dezembro. Atualmente comanda o destino da raça junto aos 11 mil sócios de todo o país.

Como o estatuto não permite mais uma reeleição, Magdi deve seguir como membro do conselho superior, onde poderá participar das decisões da entidade nos próximos anos. 

Em tempo, a instituição contabiliza 500 mil cavalos registrados no solo nacional e uma história que já foi contada em plena Marquês de Sapucaí, pela Escola de Samba Beija- Flor de Nilópolis, em 2013, e está registrada no museu da raça, inaugurado em 2012, na cidade de Cruzília (MG).

Entre os motivos que o levaram a requerer a gestão da associação - além da paixão pelos animais, claro! – está o fato de ter em mente projetos que acreditava serem importantes para ajudar a raça a crescer. “Encarei como desafio e, diante do universo que é o Mangalarga Marchador, outras projetos e iniciativas foram naturalmente acontecendo, todos em prol do crescimento do nosso cavalo”, afirma.

Mesmo tendo feito deixado um bom legado à associação, ele admite que a associação precisa de um novo estatuto. “Não consegui aprová-lo na minha gestão. O atual estatuto da ABCCMM já não atende mais aos anseios e sequer contempla todos os requisitos do atual Código Civil Brasileiro. Se fosse aprovado, afastaríamos quaisquer riscos ao patrimônio construído ao longo de décadas e nos consolidaríamos estruturalmente, modernizando métodos e processos de trabalho”, lamenta.

Esperançoso em mudanças e melhorias para o futuro, garante que as novidades viriam de encontro ao crescimento da raça que, segundo ele, está “estampado no vigoroso número de novos associados, nos valores de mercado, na valorização do padrão racial e, inclusive, no potencial genético alcançado pela raça, graças ao criterioso trabalho feito pelos criadores com o suporte técnico da associação”.

De toda a sua vida junto ao Mangalarga Marchador e à frente da instituição, destaca o aprendizado e as amizades que acumulou nesse processo como um dos grandes legados.

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QUEM É
Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat, natural do Cairo, Egito, engenheiro civil e pecuarista.

O QUE FEZ
Criador de cavalos Mangalarga Marchador, foi presidente do núcleo de criadores do sul de Minas Gerais (2005-2008). É o atual presidente da ABCCMM, em seu segundo mandato (2008-2015).

O QUE FAZ
Administra a empresa e o haras de sua propriedade, além de presidir a ABCCMM

Foto: Divulgação

 

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