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Da Redação

Empresários da indústria exportadora de carne no Brasil decidiram enfrentar um desafio: Mudar o conceito da carne brasileira junto ao consumidor no exterior, ou seja, carne de primeira qualidade, produtos premium ou gourmet. Que o Brasil é atualmente o maior fornecedor de proteína animal do mundo, sendo a carne bovina o produto mais consumido, todos já sabem. Em 2014 foram exportadas mais de 1,5 milhão de toneladas de carne, resultando em um faturamento recorde de US$ 7,2 bilhões.

E, como era previsto pelos especialistas, apesar da queda de exportação registrada no último trimestre do ano passado, a recuperação já começou. A carne bovina brasileira registrou um faturamento de US$ 481 milhões nas exportações em março deste ano, com embarques de mais de 116 mil toneladas. Comparado a fevereiro, os números mostram recuperação: crescimento de 7,6% em faturamento e 13,85% em volume.

O que nem todos sabem é que a carne exportada para a União Europeia, Estados Unidos, Rússia, Egito, Irã, Venezuela, Chile, Emirados Árabes Unidos e Argélia, os dez maiores compradores no primeiro trimestre de 2015, conforme dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), não vai para a mesa do consumidor como um produto de melhor qualidade – o mais apreciado –, ou seja, como produto gourmet.

A utilização final (consumo) da carne brasileira se enquadra na categoria “carne-ingrediente” e “carne culinária”. A primeira é usada para fazer salsichas, sanduíches, picados, moídos, embutidos e outros produtos conservados, basicamente com um papel coadjuvante na refeição. O segmento de carne culinária é composto de cortes de bifes finos, fatiados, roast beefs e meat loafs, utilizados no dia a dia por donas de casa e restaurantes.

O Brasil vem se destacando nesse tipo de produto – cortes especiais –, uma opção para os frigoríficos exportadores obterem maior valor agregado. Mas a carne gourmet, a que é considerada o centro das atenções nas mesas das steak houses e restaurantes das cidades mais evoluídas do mundo, é aquela cujo sabor, maciez e gordura intramuscular (marmoreio) atende à preferência de um público mais conhecedor e exigente.

A Abiec, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contratou uma pesquisa realizada pela consultoria TopBrands, para entender qual a percepção do mercado sobre a carne brasileira. O levantamento, junto a associados, formadores de opinião e compradores internacionais, apontou que o produto brasileiro é amplamente reconhecido pela capacidade de produção, flexibilidade em tipos de cortes e preço acessível, contudo as entrevistas demonstraram que o país precisa avançar na percepção de carnes culinária e gourmet.

Nas últimas três décadas, o Brasil abandonou o perfil de importador para assumir a liderança mundial no ranking de exportadores do produto.

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CARNE DO BRASIL

- Em 2014 foram exportadas mais de 1,5 milhão de toneladas, com faturamento recorde de US$ 7,2 bilhões.

- UE, EUA, Rússia, Egito, Irã, Venezuela, Chile, Emirados Árabes Unidos e Argélia, são os maiores compradores.

- Brasil é visto como fornecedor de carne-ingrediente, e precisa avançar em carnes culinária e gourmet.
 

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