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A utilização de agrotóxicos no Brasil e em outros países tem sido motivo de grandes debates entre instituições científicas, organizações não governamentais, agricultores e consumidores.

São os agrotóxicos seguros? O que aconteceria se nós parássemos de usá-los? São questões que motivam essas discussões. Há correntes que afirmam que é seguro e outras que não. De acordo com a FAO, 55% do potencial de abastecimento alimentar humano do mundo são perdidos para as pragas e que sem os agrotóxicos, estas perdas seriam maiores, o que elevaria os preços dos alimentos.

Outra questão oportuna e relevante: é possível reduzir o uso de agrotóxicos no campo sem prejudicar a produtividade e a qualidade dos alimentos produzidos e, ao mesmo tempo, reduzir os seus impactos ambientais? A resposta implícita nas recentes tecnologias desenvolvidas pela Embrapa é sim! 

A primeira tecnologia, o Gotas, é um software que auxilia a calibrar a deposição de pulverizações dos produtos fitossanitários, para que seja mais eficiente, evitando o desperdício. Já disponível em duas versões, uma para computadores, que pode ser baixada pela internet, e outra para equipamentos móveis, de acesso gratuito na Rede AgroLivre.

A segunda tecnologia, é o bico pneumático eletrostático. Ele é indicado preferencialmente para pulverizar líquidos condutores miscíveis em água. Destina-se preferencialmente, mas não de forma restritiva, a aplicação de agrotóxicos, podendo ser utilizado em equipamentos de pulverização do tipo pistola para uso individual, em equipamentos estacionários com vários bicos para tratamentos sanitários zootécnicos, ou pulverizadores eletrostáticos transportados por tratores. Com essa tecnologia é possível reduzir mais de 50% dos ingredientes ativos recomendados nas aplicações, sem reduzir a eficácia biológica; e reduz os efeitos dos inseticidas sobre os organismos que vivem no solo, porque as perdas para o solo chegam a ser 20 vezes menores que numa pulverização convencional. Entre as outras vantagens destacadas pelos inventores estão: economia de água/calda (100 ml/minuto – costal é mais de 1 litro/minuto); redução em até 90% do agrotóxico a ser aplicado; melhora na deposição das gotas nas plantas aumentando a eficácia da aplicação dos agrotóxicos; redução de 13 vezes da contaminação dos aplicadores; aproveitamento de 70% dos agrotóxicos pulverizados, contra apenas 30% da pulverização convencional. São tecnologias que aportam novos paradigmas para o uso seguro e racional dos agrotóxicos, que poderão revolucionar a nossa agricultura.

Doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa
 

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