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da Redação

A polêmica, ou melhor, a preocupação com o fenômeno El Niño em 2014 é a bola da vez, não somente no Brasil, mas em várias partes do mundo. Ele trará ou não fortes efeitos ao clima brasileiro? Na edição 101 (julho/2014) do Agro-Valor, nas ‘Páginas Verdes’, o agrônomo e estudioso dos períodos de chuvas no Nordeste, José Pimenta, ressalta o assunto, alertando que, mesmo em anos de seu registro, houve bom período de chuvas na região. Conforme os pesquisadores, o El Niño, no entanto, pode trazer seca ou inundações.

Mas o que se percebe é que, aos poucos, a preocupação com o fenômeno vem fazendo parte do nosso cotidiano através da mídia. Todos os institutos internacionais de meteorologia preveem o El Niño neste ano. A Agência Meteorológica do Japão, por exemplo, uma instituição responsável pelos estudos e fornecimento de avisos sobre fenômenos naturais, como terremotos, tsunamis e vulcões, garante que ele é uma certeza neste semestre.

Os especialistas em meteorologia no mundo todo apontam em até 90% as chances de ocorrência. Até a ONU já emitiu um alerta global para que os países se preparem para enfrentar os efeitos do El Niño, principalmente sobre as áreas agrícolas das regiões afetadas, mas o problema de abastecimento de água para o consumo humano também já preocupa nas grandes cidades, principalmente no Brasil.

Empresas começam a se especializar no sentido de minimizar os prejuízos de produtividades agrícolas, sejam nas pesquisas meteorológicas, seja na produção de novos nutrientes e defensivos contra patologias que podem surgir com as mudanças do clima. Uma delas é a Alltech Crop Science, de São Paulo, que trabalha com a biotecnologia natural aplicada à nutrição.

Através da sua assessoria de imprensa, o gerente Diego Kloss, da unidade do Rio Grande do Sul, disse ao AgroValor que “o inverno está sendo pouco frio e bastante úmido”. Ele destaca o impacto dessas adversidades na produtividade agrícola. “Os produtores de alho, cebola, cenoura e beterraba não estão conseguindo preparar a terra para plantar. Tem produtor reduzindo a área de plantio de alho, em função das sementes estarem apodrecendo. A macieira e a videira são espécies que necessitam de muito frio no período de dormência para armazenar energia, e esse frio até agora não veio”, completa Kloss.

No Triângulo Mineiro o efeito é inverso, conforme André Piotto, gerente da Alltech na região. Para ele, “2014 tem se destacado como um ano com menor quantidade e pior distribuição de chuvas dos últimos tempos”. O El Niño provocou um desequilíbrio no calendário das águas, que tem períodos de chuva bem definidos na região, acontecendo entre os meses de abril e setembro.

De acordo com os institutos de acompanhamento do clima na América Latina, os efeitos mais profundos poderão ser sentidos no Peru, Chile, Equador, Bolívia, norte da Argentina e Brasil. Mas cada país receberá os efeitos do El Niño de forma diferente. Por ter proporções continentais, o Brasil é o país que apresenta a maior variedade de efeitos do fenômeno. Nos estados do Sul, a forte incidência de chuvas já prejudica a produção agrícola, atrasando o plantio e causando perda de sementes já plantadas. No Nordeste, que enfrenta três anos consecutivos de estiagem, a dúvida é se haverá seca em 2015.

 

Foto: Divulgação

 

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