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Da Redação

Produzir com sustentabilidade, ou seja, preservando o meio ambiente e garantindo benefícios sociais na cadeia produtiva, já é uma exigência do consumidor em várias partes do mundo. O norte-americano John Cain Carter, que criou no Brasil a Organização Não Governamental (ONG) “Aliança da Terra”, vem provando que é possível trabalhar com responsabilidade ambiental e obter lucro. A entidade está desenvolvendo uma metodologia para criar um selo ambiental para a carne bovina que é produzida nas fazendas integrantes da ONG.

A sede da ONG está em Goiânia (GO), e atualmente conta com 712 propriedades rurais da Região Centro-Oeste e de outras regiões associadas. São fazendas que ocupam uma área de 3,5 milhões de hectares, dos quais 1,5 milhão é de florestas protegidas e 1,4 milhão de áreas produtivas, com bovinos, grãos e madeira. Desde 2007, essas fazendas já investiram R$ 22 milhões em melhorias ambientais. Carter recorda que nos anos 2000 o agronegócio brasileiro era considerado inimigo número um do meio ambiente. Não havia ninguém em busca de uma solução para os impasses ambientais do lado de dentro da porteira”, acrescenta.

Grandes e pequenos

Para ele, esse trabalho está apenas no começo, mas o certo é que essa nova mentalidade do consumidor ganha corpo na Europa, Estados Unidos e em outros países, determinando as mudanças. Lembra que “até mesmo ONGs que hoje se dizem do lado do produtor, naquela época nos tinham como inimigos”. A “Aliança da Terra” reúne propriedades de todos os tamanhos. Fazendas famosas, como a da Universidade Harvard e de personalidades do mundo dos negócios, do porte de José Safra, do Banco Safra, do banqueiro Gilberto Sayão, e até minúsculos produtores de assentamentos rurais, como os da Mata Azul, de Novo Santo Antônio do Rio das Mortes (MT).

Filho de agricultores americanos, Carter veio morar no Brasil em 1997, casou-se com uma brasileira e comprou uma fazenda no Mato Grosso. Ele e sua ONG são exemplos das mudanças que ocorrem no Brasil e no mundo. Como ele próprio destaca, a mobilização social não é mais contra o agronegócio, e sim a favor da produção sustentável.

Mobilização

A mobilização social em torno do alimento saudável, produzido ou processado conservando o meio ambiente e valorizando as condições humanas nas suas regiões, aos poucos ganha visibilidade no Brasil. Premiações surgem para reconhecer o trabalho de propriedades que se destacam nessas questões. A grande campeã de recente prêmio do setor foi a Fazenda Terra Boa, de Guararapes (SP), especializada em gado de corte.

Desde 1948, a Terra Boa desenvolve a atividade pecuária (melhoramento genético e pecuária de corte) com base nos pilares da sustentabilidade. Em 2004, foi a primeira fazenda brasileira a obter a certificação ISO 14001 e, três anos depois, a Global Gap de Práticas Agropecuárias. No final de 2012 passou por mais algumas adequações para se encaixar também às exigências de Boas Práticas Agropecuárias da Embrapa, que visa o bem-estar animal, além da conservação dos recursos naturais. “Quero agradecer e manifestar meu orgulho de estar com parceiros importantes. Lembro do meu pai, que começou tudo, e dos funcionários da fazenda. Estou orgulhoso de receber esse prêmio”, disse José Luiz Niemeyer dos Santos, proprietário da fazenda, referindo-se à iniciativa da revista Globo Rural.

ONG “Aliança da Terra”
• Fundador: norte-americano John Cain Carter
• Sede: Goiânia (GO)
• Fazendas integrantes: 712
• Atuação maior: Região Centro-Oeste
• Área total: 3,5 milhões ha

Foto: Divulgação

 

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