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por Angelo Tomasini

A família Greidanus desembarcou no Brasil em 1953. Chegando aqui, juntou-se a outras tantas em Castro, no interior do Paraná, onde se formava a colônia holandesa Castrolanda, que mais tarde abrigaria uma das maiores cooperativas do país, de mesmo nome.

Separada apenas pelo asfalto, está a fazenda Portão Vermelho, de Taeke Greidanus, que chegou aos 17 anos e neste mês completa 61 anos no país.  Após longo tempo trabalhando como revendedor de máquinas agrícolas, o holandês resolveu deixar a atividade e investir no campo.

Segundo ele, o comércio era muito puxado num momento em que a inflação chegava a 45% ao mês. Era também a hora de dar mais atenção aos filhos (seis no total, sendo um homem e cinco mulheres). O filho, agrônomo, depois de passagem pela África do Sul e EUA resolveu voltar e ajudar o pai na nova empreitada e hoje toca sozinho a parte da agricultura da família.

Já Taeke partiu para a ovinocultura na Portão Vermelho, em 1985. Os primeiros animais, um lote de dez fêmeas e um reprodutor Texel, foram adquiridos com o apoio do governo do Paraná. Com o crescimento na atividade, em 1995 fez a primeira importação de Texel da Holanda e em 2000 partiu para a raça Dorper importando animais da África do Sul.

Fazenda
A propriedade foi comprada em 1980, quando ainda atuava no comércio, e até se tornar o reduto da ovinocultura foram cinco anos. Hoje, a área destinada à Portão Vermelho possui 128 hectares, com 70 ha para ovinos, 30 ha para agricultura e 28 ha para reserva florestal.

Da estrutura original, uma boa parte foi modificada. Além do galpão de descarte e do aprisco originais foram acrescidos galpões para armazenar feno, maquinário e animais confinados. “A gente sempre vai investindo, melhorando. Sendo na terra ou nos pastos, e também no manejo”, afirma.

E por falar em estrutura, o nome da propriedade diz respeito ao portão vermelho que dá acesso ao local. Segundo o dono, quando a comprou já se chamava assim, mas o portão não é o mesmo. A peça tem uma história, pertencia à Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, município vizinho, e foi recolhido quando o prédio foi demolido.

Manejo e alimentação
Para dar conta da fazenda são necessários cinco funcionários, sendo quatro para o manejo dos animais e uma secretária no escritório.

 A fazenda abriga cerca de 2,5 mil animais – somando-se as 700 matrizes e os borregos nascidos nos períodos de reprodução –, separados por grupos e raça. A maioria permanece no campo o maior tempo possível. Só são recolhidos em situações específicas, como em nascimentos no inverno. Já os cerca de 300 reprodutores e animais de seleção são tirados do campo e confinados com ração (pouca quantidade) e silagem.

Quanto à segurança, para deixar os animais à solta, Taeke fechou bem com tela os arredores da fazenda, assim não tem problema com roubo e ataque de cachorro. “É uma tranquilidade deixar os animais, mesmo os de alto valor, no campo”, revela.

E é lá que tem as ideias para o manejo: “Muitas vezes vou no campo, sento no cocho do sal mineral com os animais por perto e fico falando com eles. Daí começo a ver as carcaças e a pensar em fazer cruzamentos de uma linhagem com outra”, conta o pecuarista.

O pasto é calculado de acordo com a quantidade de animais. São 28 piquetes divididos naturalmente onde estão azevém, trevo, tifton e hermátria. Na área também estão espalhados cochos com sal mineral.

Reprodução e sanidade
Para cada raça, um projeto diferente de reprodução, mas em ambos existe inseminação artificial e monta natural.

No Dorper são três crias em dois anos, para manter as fêmeas sempre ‘usadas’. “A raça engorda muito fácil e um animal gordo dificilmente pega cria ou é mais difícil de emprenhar”, explica.

Na raça Texel, não há esse problema, pois há mais sazonalidade. A época de cobertura normalmente é em fevereiro, com nascimentos em junho e julho.

A parição é de preferência no campo, onde o animal faz tudo sozinho. No inverno a atenção é dobrada. “Quando tem um nascimento trazemos para o barracão, mas após dois dias mãe e cria já voltam para o campo”, esclarece.

No caso da sanidade, além da orientação constante de veterinários, fazem a revisão de verminose regular e usam o sistema Famacha.

Fotos: Agrovalor

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