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por Guillermo Sanchez*

Olá, amigos!

Estamos iniciando um novo ano e, como sempre, as expectativas em alguns mercados são promissoras. O Brasil tornou-se um dos maiores produtores e fornecedores de proteína vermelha do mundo. Em 2014 comemoramos 100 anos da primeira exportação de carne bovina, com um recorde histórico acima de U$ 7 bilhões de faturamento. Alguns fatores vêm impulsionando esses números, como a manutenção do status sanitário, a perenidade da oferta do produto para atender mercados diferentes e parcerias importantes com mercados compradores,  que são clientes fiéis e cativos da nossa carne. Hong Kong, Venezuela, Egito e Rússia são os nossos maiores compradores.

O cenário se mostra bem otimista para este ano, com possibilidade de superarmos recordes de anos anteriores, com estimativa de exportarmos mais de 1,7 milhão de toneladas e ultrapassar U$ 8 bilhões em faturamento. Alguns mercados importantes possivelmente voltem a comprar do Brasil. A China suspendeu o embargo à nossa carne, assim como Irã e Egito, que ainda mantinham embargo para a carne proveniente do estado do Mato Grosso. Há perspectivas positivas para o anúncio do fim do embargo da Arábia Saudita e do Japão. Também temos indicativos de que as negociações com o mercado americano para carne “in natura” deverão avançar e, concretizando esse fato, poderemos exportar para outros países do NAFTA. Outro dado importante é que, aproximadamente, 20% da carne produzida no Brasil é exportada. Com um rebanho estimado em 210 milhões de animais, 43,9 milhões são abatidos por ano. Apesar das chuvas que tranquilizaram muitos produtores do Sudeste e Centro-Oeste, o preço do boi segue firme sendo cotado entre R$ 135 a R$ 140 a arroba, nessas regiões.

No mercado da carne o único inconveniente que pode atrapalhar as exportações é a incerteza econômica na Rússia, com a desvalorização da sua moeda e a instabilidade econômica. O rublo (moeda russa) perdeu 45% do seu valor frente ao dólar e ao euro. Muito dependente do petróleo, o presidente Vladimir Putim já torrou U$ 80 bilhões tentando segurar a sua moeda.  O barril de petróleo caiu dos 3 dígitos para U$ 80, o que significa U$ 80 bilhões a menos no caixa do país, somado a isso, sanções de alguns países em função da crise da Ucrânia geraram um deficit em torno de U$ 140 bilhões. Essa é a pior crise monetária desde 1998. Logicamente esse cenário pode interferir nas exportações de carne do Brasil  para esse importante mercado comprador, que sempre foi um dos nossos maiores clientes.

Agora, olhando para o novo cenário de 2015, com as mudanças em alguns ministérios da presidência e uma cobrança maior da sociedade, principalmente nos casos de corrupção que se tornaram notórios no partido do governo e aliados, vamos torcer que tenhamos  uma nova etapa para o Brasil e que não sejamos mutilados por novos impostos e medidas equivocadas que comprometam a nossa classe produtora.

* Leiloeiro rural

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