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Um dos 12 jurados que fez parte da degustação às cegas dos rótulos das top 50 cachaças brasileiras de 2015/2016, o renomado cachacier Maurício Maia, nos conta sobre a iniciativa e objetivos desse encontro que aconteceu no último fim de semana, em Analândia (SP), com o intuito de classificar a posição dos destilados, escolhidos anteriormente através de votação on-line aberta a todas as pessoas interessadas em cachaça. A espectativa pelo resultado é grande, principalmente a dos cearenses, representados pela Cachaça Cedro do Líbano


AgroValor – Como surgiu a ideia de fazer a Cúpula da Cachaça e qual o seu propósito?
Maurício Maia – Antes de ser um grupo, foi um encontro marcado. Um grupo de amigos, especialistas em cachaça que se encontravam em eventos Brasil afora, planejaram, em 2012, uma reunião em que pudessem debater, com a devida calma, os diversos temas pertinentes à bebida nacional brasileira. Não são poucos os aspectos envolvidos com a história, produção e comercialização da cachaça que suscitam controvérsias e equívocos. E cada um daquele grupo sabia que a cada aprofundamento no conhecimento da cachaça, novos universos vão surgindo. Queríamos trocar conhecimento! Milton Lima, proprietário da Pousada e Cachaçaria Macaúva liderou a mobilização para reunir a turma na sua casa, que, no período imaginado para o encontro (25 de janeiro de 2013), estaria completando um ano. No dia marcado, estávamos os primeiros “cúpulos” em torno da mesa do Macaúva. Em três dias de muita conversa, brindes, planos e uma troca de experiência espetacular, vimos que ali nascia um grupo que tinha tudo para se tornar permanente e encabeçar iniciativas ousadas que poderiam colaborar muito com o setor de cachaças. Assim, a “Cúpula” – o nome algo irônico que demos ao encontro – instituiu-se, quase por acaso, em fermentação e destilação lenta e de efeitos surpreendentes, como as melhores cachaças. Ainda em 2013, surgiu a “Cachaça em Revista”, a publicação oficial da Cúpula, inicialmente para relatar as discussões que tivemos em nosso primeiro encontro. Mas ela cresceu e, em 2015, a terceira edição da publicação, por enquanto, anual, foi lançada. Depois, surgiu a ideia do “Ranking Cúpula da Cachaça”, uma iniciativa que demandou esforços hercúleos ao longo de todo o segundo semestre de 2013, mas que desaguou, em janeiro de 2014 – quando o resultado foi divulgado, inclusive com chamada na primeira página do jornal Estado de S. Paulo – no momento em que a cachaça teve mais visibilidade nos meios de comunicação em todos os tempos.

AgroValor – O que significa ter uma cachaça bem avaliada nesse ranking?
Maia – O Ranking da Cúpula da Cachaça, que está em sua 2ª edição, é o maior, mais abrangente e mais completo ranking de cachaças já realizado. Classificar uma cachaça para a final do ranking, além do reconhecimento de sua qualidade pelo público e pelos especialistas, garante uma visibilidade e confere ao produto o status de figurar entre as melhores cachaças do país, garantindo maior penetração nos principais mercados consumidores. Representa a maturidade de todo o trabalho de um produtor, desde a produção até a chegada de sua cachaça à mesa do consumidor. 

AgroValor – Houve alguma mudança da primeira edição para essa?
Maia – Não houve nenhuma mudança significativa no formato do ranking. O que aconteceu foi um aperfeiçoamento, com uma maior profissionalização. Neste ano contamos com um estatístico da UFRJ, para realizar a tabulação e as médias das notas dadas por cada membro da Cúpula da Cachaça durante as degustações. Além da utilização das taças ISO, padrão no mundo inteiro para degustação de bebidas. 

AgroValor – A qualidade das cachaças é a mesma entre as duas edições?
Maia – Notamos que nesta edição a qualidade das cachaças melhorou consideravelmente. Particularmente, acredito que a decisão será nos detalhes. 

AgroValor – Entre as 50 finalistas se encontra uma cachaça cearense. O que você pensa da evolução do Ceará em se alinhar às melhores regiões produtoras da cachaça artesanal brasileira?
Maia – O Ceara é o terceiro maior produtor de cachaça do país. Acredito que a evolução da produção cearense, com cachaças cada vez mais elaboradas e com um paladar sofisticado é um reflexo de uma tendência atual do mercado, e os produtores atentos a isso passaram a oferecer produtos cada vez melhores. 


Foto: Divulgação

 

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