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por Angelo Tomasini

O envolvimento da família Fragoso com o universo rural vem de longas datas. Afora outros tipos de animais, o equino sempre teve destaque no seu Haras Cascatinha, em Pernambuco. Iniciaram com a raça Quarto de Milha, quando o objetivo era fornecer animais para a vaquejada, esporte forte na região.

Em 2001, porém, a raça Quarto de Milha foi substituída pela Mangalarga Marchador, quando uma criadora amiga os apresentou à sua criação. Eliane Viana, que havia ganhado uma égua QM para suas cavalgadas, se encantou com a raça, assim como os outros membros da família. De acordo com João Fragoso, o que mais chamou a sua atenção foram “a sua beleza, a docilidade, agilidade, inteligência e diversos tipos de marcha que ela tem”.

O primeiro animal da raça foi comprado pouco tempo depois – um cavalo tordilho de marcha picada, chamado Asa Branca Bom Dia. Logo em seguida adquiriram Herege do Mel, o preferido do filho Marcelo. Com ele, iniciaram as competições em provas morfológicas nas exposições Nordeste afora.

A paixão que João e Eliane adquiriram pelos cavalos passou para os filhos Marcelo e Felipe, que também estão envolvidos na produção do Haras. Segundo Marcelo, responsável pela criação junto com seu pai, o primeiro campeonato que os animais participaram foi no interior de Pernambuco, na cidade de São Bento do Uma, ainda em 2001. O próximo passo foi o campeonato de marcha picada do Haras Ipojuca, em Gravatá (PE). Ele ainda conta que a opinião dos árbitros foi fundamental no início. As dicas renderam melhorias, tanto que hoje grandes campeões fazem parte do criatório. Um deles é a égua Hebe, que na mesma Nacional, em 2012, venceu os dois títulos máximos da categoria, de Campeã das Campeãs Nacional e Grande Campeã da Raça Nacional. Outro é Lundú da Pedra Verde, Campeão dos Campeões Brasileiro de Marcha Picada, em Montes Claros (MG), em 2013.

O haras
Localizado em Aldeia, no município de Camaragibe (PE), os 10 hectares do Haras Cascatinha abriga tanto os animais que vão para exposições como os que estão à venda. De acordo com a família, o nome da propriedade se deve ao fato de o local possuir uma pequena cascata de água mineral que deságua em uma piscina de pedras, proporcionando um banho bastante agradável.

Após a primeira fase, foi adquirida uma nova unidade, onde está atualmente a cria e recria de cavalos e gados de corte e leite. A segunda propriedade, também chamada de Haras Cascatinha, tem o nome original de Recanto Serrano e possui 500 hectares em Limoeiro (PE).

A primeira égua da criação, Raridade de Capri, foi comprada da Fazenda Capri. Hoje, após participar de competições, serve apenas para passeio em cavalgadas. E por falar em cavalgada, a matriarca da família, Eliane, é responsável pela Cavalgada das Amazonas, um evento anual que envolve toda a comunidade e amigos.

Outro ramo de atividade da família é a criação de gado de corte, que iniciou com Nelores do tipo cara branca. Para eles, a aquisição da vaca Nelore PO Carina da Pitu foi um divisor de águas, pois o animal havia sido Grande Campeão da raça em prestigiadas exposições no Norte e Nordeste, em 2005. Outra raça também criada no local é o gado Pitangueira, originário do cruzamento entre Guzerá e Red Poll, com aptidão para carne e leite. Atualmente, estão investindo ainda na seleção de mini-gado.

Estrutura, alimentação e manejo
Somando todas as unidades (Aldeia e Limoeiro), chega-se a 150 animais, entre cavalos e gados de corte, que ficam abrigados em 40 baias.

Nos piquetes estão plantados pangola e pangolinha para a alimentação dos animais, quando estão no pasto. Marcelo explica que eles se alimentam de capim e ração, e ficam nas baias durante a maior parte do tempo, porém soltos no período de uma hora por dia. 

Já os gados leiteiro e de corte passam o dia inteiro soltos, se alimentando no pasto com braquiária brizanta e sal mineral.

Quanto à reprodução, é feita através de inseminação artificial e transferência de embriões durante todo o ano.

Nos cavalos, a prática também é a mesma. Ao ponto que são selecionados os que vão para as exposições e, para a venda, são levados à unidade de Aldeia, onde recebem tratamento especial para um melhor desempenho.

Foto: Divulgação

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