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AgroValor

Por Rogério Morais

Podemos dizer que se trata de um verdadeiro berçário de bois, local que recebe, guarda, alimenta e cuida da saúde de animais para o abate. Ou uma fábrica de proteína animal, que compra os ingredientes (bezerros, componentes de ração, vitaminas, remédios, vacinas, água e outros) e produz carne de primeira qualidade, através de um moderno processo tecnológico, controlado cientificamente por profissionais capacitados.

O AgroValor foi até Barretos, no oeste paulista, para conhecer de perto a Cia. Agropecuária Monte Alegre (CMA), um raro modelo no Brasil de fazenda de engorda de boi ao estilo europeu. Fomos recebidos pelo médico veterinário e pecuarista André Perrone, à frente do negócio que vem desde o seu avó e fundador da empresa, Oswaldo Perrone, em 1949.

Modelo
A história familiar no setor é marcante na região, no entanto, o empreendedorismo no sistema de confinamento nos moldes europeu e americano é mais recente. Começou com apenas 300 cabeças, e hoje pode chegar a 25 mil animais/ano. Perrone nos detalhou todo o esquema empresarial, que comporta a terminação do gado e a fábrica de ração que produz 100% da sua alimentação.

Nesse segundo ponto – a fábrica de comida do gado –, Perrone diz que foi buscar o modelo na Austrália, um “sistema de boxes abertos, onde o primeiro que entra é o primeiro que sai”, explica, mostrando a seguinte técnica logística: Uma recepção para a entrada dos ingredientes da matéria-prima, e no outro para o consumo: produção de ração. Em resumo, ele afirma, “não focamos no sistema de armazenamento”. O objetivo principal é a boa logística de consumo. “O ritmo é muito intenso quando existem mais de 10 mil cabeças – às vezes até 18 mil – na propriedade”, completa.

O consumo de alimento realmente é muito grande na Estância Monte Alegre. Chega-se a confinar mais de 40 mil cabeças por ano. Os animais ficam alocados em grupos, recebendo água e alimentação de qualidade, no mesmo horário, com as mesmas condições nutricionais.

Para Perrone, o processo de confinamento “dá melhor segurança e garantia ao pecuarista por ter mais ganho na engorda”, com padronização de carcaça, “pois todos os animais vão estar comendo no mesmo horário a mesma quantidade e qualidade de alimento, todos os dias”, completa.  São muitas as vantagens, apesar do custo maior, se comparado ao sistema de pastagem. “Mas nos dá a segurança do futuro”, afirma, ressaltando a importância do cuidadoso planejamento. “Em 90 dias, temos um produto acabado para ofertar no mercado”, completa. Há rigor também nos custos, utilizando descarte de produtos de empresas da região, como bagaço de citros, cana, germe de milho e outros.

Estrutura
A fazenda tem quatro setores básicos: Administrativo, Infraestrutura, Manejo sanitário e Fábrica de ração e expedição. Este último faz uso de 100% de volumoso – cana-de-açúcar, principalmente – plantado na própria fazenda de 130 hectares, dos quais 30 são de currais para engorda, que contam com sistema de irrigação automatizada. São 112 piquetes de alimentação. A água também é 100% irrigada. Reservatórios de 1.700m3, aproveitados da água de chuvas através de canaletas e drenada para um sistema de controle e gerenciamento. “A água é tão importante quanto a alimentação de qualidade”, reforça o pecuarista. Uma equipe de 36 pessoas cuida de tudo.

Sanidade
O processo de recebimento do animal que chega de pastos sem nenhuma experiência de sobrevivência no confinamento, começa já na estrada com a equipe de transportadores orientada sobre as boas práticas de bem-estar animal. A saúde passa a ser o foco principal desde a entrada do animal na propriedade. Quando ele chega, vai direto para receber feno e água.

Depois de registrado, recebe vacina e vermífugos, e é identificado com o brinco, no sistema de rastreabilidade: Raça, peso, vacina, tudo o que for necessário para fazer a curva de evolução de padrão de carcaça. Nenhum animal é enviado para abate antes de passar por todo o processo de sanidade. Um software denuncia qualquer irregularidade. Num plantel que pode chegar a 25 mil animais, apenas 1,33% vai a óbito. Após a necropsia, são negociados para pesquisas em universidades.

 

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