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por Camila Bitar

Com uma produção nacional de mais de 12 milhões de toneladas em 2013, de acordo com dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), a carne de frango teve cerca de 70% de sua produção destinados ao consumo interno, somando quase 42 quilos por habitante. O país é o maior exportador de carne de frango, bem como um dos maiores produtores de frango do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Essa preferência global pela carne de frango vai além do preço acessível em relação a outras proteínas animais. É um bom exemplo de custo-benefício mesmo. Trata-se de uma carne leve, com baixo teor de gordura, rica em vitaminas e nutrientes. Cada 100 gramas de peito de frango, por exemplo, correspondem a 31% das necessidades diárias de proteínas, atributos que garantem o alimento no cardápio dos atletas.

Apesar das previsões de manutenção dos bons índices de expansão pelos próximos anos, alguns entraves precisam ser superados. Segundo o jovem empresário cearense Dico Carneiro Neto, 33, diretor vice-presidente da Companhia de Alimentos do Nordeste (Cialne), “vivemos um momento de caos logístico no Brasil, onde sofremos com altos preços dos grãos (milho e soja), que são a base da ração, devido ao aumento do frete, que chega a custar o dobro do preço do grão”.

Para o diretor global de assuntos corporativos da BRF (empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão), Marcos Jank, durante palestra no II Encontro Tecnológico da Avicultura no Mato Grosso do Sul, além dos problemas logísticos, a cadeia produtiva enfrenta outros desafios, como o protecionismo político. “Não estamos realizando acordos bilaterais como deveríamos fazer. O setor precisa estar atento também às novas preocupações dos consumidores, ligadas ao bem-estar e à sustentabilidade”, afirmou o engenheiro agrônomo.

BATE-VOLTA

Como está o mercado de frango no Ceará?
A demanda por produtos de proteína de frango tem aumentado no Nordeste acima da média brasileira, e no Ceará não poderia ser diferente. Com o aumento da renda, o consumidor come mais e, hoje, a carne mais barata do mercado é a do frango.

Qual o perfil do seu consumidor?
Atendemos todas as classes, com um destaque maior para as classes C e D, onde o consumidor procura um produto de qualidade, porém a um preço mais acessível.

O que diria a um jovem que pretende investir nesse segmento?
É um setor de alta competitividade e demanda muitos investimentos. Com isso algumas empresas estão buscando parcerias de terceirização de certas etapas de produção. A integração avícola, como é chamada essa parceria, seria um bom começo para um jovem adquirir experiência e garantir uma boa renda.

Dico Carneiro Neto
Diretor vice-presidente da Cialne
Fortaleza (CE)

Foto: Divulgação

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