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da Redação

As propostas dos três candidatos mais pontuados nas pesquisas eleitorais, até o momento, ao governo do Estado do Ceará, no pleito de 2014, Eunício Oliveira (PMDB); Camilo Santana (PT); e Eliane Novais (PSB), são genéricas quando o assunto é o desenvolvimento da agropecuária. 

Disponíveis no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme exigência da Lei 9.504/97 (Normas para as eleições), as propostas não trazem novidades sobre o assunto. Apenas transcrevem temas exaustivamente debatidos nas casas legislativas e entidades de classe, como a convivência no semiárido, preservação do meio ambiente e uso racional dos recursos hídricos. Um ou outro tema inovador surge na questão ambiental. 

No geral, considerando que são documentos provavelmente construídos somente para atender a legislação, as três propostas são pouco atentas ao potencial da agropecuária cearense, tanto na área da agricultura familiar como da empresarial. Por exemplo, mesmo com o terceiro maior rebanho de ovinos do Brasil (com um plantel de 2,3 milhões de cabeças, só perdendo para os estados do Rio Grande do Sul e Bahia), o Ceará não tem abatedouros certificados (SIF) pelo Ministério da Agricultura (Mapa). 


Propostas

O AgroValor procurou ouvir os três candidatos sobre os seus projetos para a economia rural cearense, considerando que todos visitaram, ostensivamente, a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato 2014), realizada no período de 13 a 20 de julho último, na região do Cariri cearense. Todas as assessorias foram contatadas, mas apenas o comitê da candidata Eliane apresentou temas novos.

Dos onze itens (Propostas para a área rural) enviados pela assessoria de Eliane, pelo menos um se destaca pela originalidade: a “Criação de instrumentos normativos legais destinados à instituição e operacionalização do ‘Pagamento por Serviços Ambientais’, como mecanismos regulatórios para a retribuição, monetária ou não, das atividades humanas de restabelecimento, recuperação, manutenção e melhoria dos ecossistemas, que geram serviços ambientais”. A criação de um “fundo para a recuperação de bacias hidrográficas” também pode ser considerada relevante.

Na proposta de Eunício (Diretrizes e Prioridades), menos de dez linhas definem o pensamento do candidato para o ‘Desenvolvimento rural’ cearense: “Investir em Cidades-polos em parceria com as Prefeituras; Incentivar atividades econômicas não agrícolas no meio rural; Priorizar a agricultura irrigada de valor agregado, sem deixar de dar atenção àquela de sobrevivência; e Fortalecer a infraestrutura de oferta hídrica para as populações do interior”.

O documento ‘Diretrizes Gerais’, do candidato Camilo, também é resumido e contempla somente ideias no item ‘O Ceará sustentável’, como: “Ampliar e fortalecer as ações e projetos de melhorias e expansão da infraestrutura estadual (hídri-ca, energética, de transporte e comunicação, e logística);Utilizar as conclusões dos documentos ‘Pacto das Águas’ e ‘Pacto pelo Semiárido’; Implementar políticas de caráter permanente de convivência com o semiárido; e Implantar Modelo de Gestão dos pequenos sistemas de abastecimento de água para as comunidades rurais”.

Na edição anterior, o AgroValor destacou que o fato de os candidatos Eunício e Camilo serem diretamente ligados às atividades do campo, os debates políticos inevitavelmente destacariam o futuro do agronegócio cearense. Como a candidatura de Eliane só foi lançada após o fechamento da edição, ela não foi citada na matéria.

 

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