AgroValor Publicidade
AgroValor

Por Angelo Tomasini 

Diferente do que remete o título desta matéria, esta não é a fábula do fazendeiro ingênuo que acreditava em resultados positivos sem investimentos ou conhecimento. Aliás, esta é a história bem real de um fazendeiro entusiasta de nome Antônio, cuja única semelhança com o fazendeiro da fábula é que os produtos de ambos valem ouro.

Paraense radicado no Ceará há mais de quarenta anos, o engenheiro civil de origem libanesa, Antônio Bitar, resolveu investir no campo por uma tradição de família. Daí o nome da propriedade, Fazenda Libanus.

A propriedade é composta de dois núcleos (Libanus I e Libanus II), o primeiro com 85 hectares e o outro com 380 hectares. Ambos estão localizados no município de São Gonçalo do Amarante (CE), na divisa com o município de Paracuru (CE), às margens da rodovia CE-341.

Na Libanus I, ficam parte da criação de ovinos, o envelhecimento da cachaça artesanal de alambique, fabricada na Serra Grande, além da casa-sede (cuja estrutura ainda é a original, com apenas algumas reformas) e outras dependências sociais destinadas ao uso da família. Na Libanus II, estão mais ovinos e poucos bovinos para consumo próprio.

Na ativa desde 2002, a criação de ovinos da raça Dorper foi durante muito tempo a única atividade e o principal foco da propriedade. Seguindo as tendências atuais de valorizar o natural, partiram para a cachaça artesanal de alambique e, nos últimos dois anos, é o bem-estar animal que inspira a nova e crescente atividade de criação de aves de postura para a produção de ovos caipiras. De acordo com o gerente, Robson de Lima, uma pesquisa de mercado mostrou-lhes a avicultura como ótima alternativa para agregar valor aos negócios da fazenda. “Iniciamos com a avicultura de corte e de postura, principalmente a caipira, porque era diferenciada. Mas como a avicultura de corte precisa de um abatedouro, adiamos estrategicamente esse projeto e priorizamos de imediato a avicultura de postura”, detalha. Hoje os ovos produzidos na fazenda já passaram a ser vendidos em supermercados do Estado.

Após o período de produção de ovos caipiras – cerca de 2 anos e meio –, as galinhas que vão para o descarte não são sinônimo de prejuízo, elas são repassadas vivas para comercialização no mercado.

Estrutura
A estrutura dos galinheiros é rústica e simples. Segundo Lima, trata-se de um galpão para proteger de sol e chuva, um abrigo coberto para colocar ração e água, onde ficam também as ninheiras (local onde elas põem os ovos).  E, fora isso, necessitam de áreas amplas e abertas para pastarem, andarem, ciscarem, continuar com a “vida natural da ave”.

O tamanho dos galpões varia de acordo com o lote e há um cálculo para dimensionar o exato tamanho do galpão. “Calcula-se oito aves por metro quadrado de área coberta. E duas aves por metro quadrado na área de pasto”, ele dá a dica.

Manejo
As dez mil aves da Fazenda Libanus são tratadas com um sistema de manejo caipira, a campo. As pintinhas são compradas em um fornecedor de São Paulo com um dia de nascidas, recriadas por cinco meses e a seguir já entram na produção. Elas põem 95% dos ovos no galpão, nas ninheiras.

Esse manejo requer o trabalho de quatro pessoas: um técnico agrícola e três funcionários que trabalham diretamente com as aves no campo.

Elas se alimentam nas pastagens de capim Massais e Tífton.

Sanidade
A assistência de um médico veterinário é constante. Tem o programa de vacinação e de controle de parasitas.

 

comments powered by Disqus
 
INSTAGRAM
Rua Pinho Pessoa, 755, Fortaleza/CE
CEP 60.135-170
Central de Relacionamento
AgroValor (85) 3270.7650
Copyright © 2006-2014
WSete Design