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Da Redação

Seria o fim da utilidade do touro dentro da fazenda? O certo é que a inseminação artificial, tanto no setor de carne como no de leite, vem crescendo em todas as regiões do Brasil. O objetivo é adquirir maior rentabilidade através de um melhor produto. As técnicas utilizadas no país vêm sendo oferecidas pelas mais importantes empresas do mundo, que aplicam tecnologias de ponta utilizadas nos países mais desenvolvidos.

O AgroValor visitou uma dessas empresas, em Uberaba (MG), a ABS Pecplan, integrante da ABS Global (controlada pelo grupo Genus PLC, líder mundial em genética animal), que opera no Brasil desde 1959, e vem comercializando sêmen de animais – nacionais e importados – para todo o Brasil.

Em fevereiro deste ano, percebendo o grande potencial nacional, o grupo adquiriu 51% da In Vitro Brasil (IVB), uma empresa de biotecnologia, líder em produção de embriões bovinos por fertilização in vitro (FIV), fundada no Brasil em 2002. Conforme a direção da empresa, o valor total do investimento foi da ordem de R$ 20 milhões à vista, incluindo um acordo de prioridade para compra do restante das ações.  Garante que o grupo Genus espera adquirir os restantes 49% de ações da IVB no primeiro semestre de 2018.

O novo laboratório de produção da ABS, inaugurado em março deste ano, tem capacidade para produzir 2 milhões de doses/ano, em um espaço interno de 450 m2. O local conserva 50% de área verde e os outros 50% para abrigar touros de diversas raças. Com capacidade de armazenar mais de três milhões de doses, esse setor conta com 29 bancos de sêmen, cada um com capacidade para abrigar cerca de 130 mil doses. A unidade está equipada com as mais modernas tecnologias, que garantem a agilidade e a segurança do processo. O túnel de congelamento de sêmen, por exemplo, foi desenvolvido e patenteado pela empresa nos Estados Unidos, e permite congelar 11 mil doses, a cada dez minutos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o setor geral de comercialização de sêmen no Brasil cresceu, em 2014, 4,49% em relação a 2013. Foram mais de 13 milhões de inseminações. Mesmo na região Nordeste essas mudanças vêm ocorrendo com destaque. De acordo com os técnicos da empresa, a demanda nos estados nordestinos é relevante, no momento.

No Ceará, por exemplo, a empresa vem prestando serviços aos maiores produtores de leite do estado, que abrangem, além da inseminação, orientação de manejo visando aumento da produção e lucratividade.

No estado de Alagoas, o governo implantou, através da Secretaria da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), o “Programa Alagoas Mais Leite”, para fortalecer a pecuária leiteira entre os pequenos produtores. Em todo o estado, já foram repassadas 28 mil doses de sêmen de touros com alto padrão genético para associações e cooperativas e foram capacitados mais de 600 produtores para realizar o procedimento. Vacas que produzem dois ou três litros de leite/dia estão gerando bezerras, nascidas por inseminação artificial, para produzir 10, 15, 20 ou mais litros de leite/dia, no âmbito da agricultura familiar.

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Inseminação artificial
Vem crescendo em todas as regiões do Brasil.
Setor geral de comercialização de sêmen no Brasil cresceu, em 2014, 4,49% em relação a 2013.
Foram mais de 13 milhões de inseminações. Na região Nordeste, essas mudanças vêm ocorrendo com destaque.
No Ceará, produtores de leite fazem uso desse serviço e obtêm aumento do lucro.


Foto: Divulgação

 

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