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por Rogério Morais

O gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil está virando prioridade dos governos, em todos os níveis, e se tornando prioridade de políticas públicas. A meta agora é prêmio ou multa para quem se enquadrar ou desobedecer as regras. A ministra Kátia Abreu, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), lançou, neste início de gestão, um projeto completo (números de pesquisas, vídeos sobre experiências, tecnologias, dicas, orientações e informações quanto à disponibilidade de recursos) sobre o uso da água na agricultura.

O projeto foi produzido com dados organizados pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária), ANA (Agência Nacional de Águas), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e MMA (Ministério do Meio Ambiente). A meta de Kátia Abreu é dar prioridade às “tecnologias que aumentem a produtividade”.

Novo produto

Conforme a ministra, a “água será o mais novo produto do agronegócio”. O Brasil tem cerca de 30 milhões de hectares irrigáveis, “mas aproveitamos apenas 17% disso”, lembra Kátia, que presidiu durante seis anos a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). “Nossos produtores de alimentos serão também produtores de água. Quero fortalecer as boas iniciativas nesse sentido”, anunciou Kátia. As autoridades estão preocupadas com a divulgação de dados que confirmam ser "a agricultura o maior usuário de água no mundo”.

Lançamento

A primeira etapa do projeto, “O desafio do uso da água na agricultura brasileira”, foi apresentada à presidenta Dilma Rousseff, e o seu conteúdo encontra-se na página do Mapa (acessar hot site “Água na Agricultura”_ver box “Serviço”). Segundo a ministra, o objetivo é “unir informações tecnológicas e presenciais, e fazer com que esse conhecimento chegue a quem precisa”. Consta informações práticas obtidas de experiências em diversas regiões que mostram que o Brasil está evoluindo nessa área.

Dados do Programa Mundial de Levantamento sobre a Água, da ONU, informam que os segmentos agrícolas utilizam em torno de 70% do consumo. Em alguns países emergentes, de rápido crescimento da economia, esse percentual pode chegar a 90%. No Brasil, cerca de 72% das vazões consumidas vão para a agricultura – em especial a irrigada –, 11% matam a sede dos rebanhos, 9% são distribuídos pelas cidades e 1% abastecem as áreas rurais.

Cerca de 80% da água doce do país está na região Amazônica; os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habitam 95% da população. No Brasil, a vazão média anual dos rios equivale a 12% da disponibilidade mundial de recursos hídricos. Se consideradas as vazões oriundas de rios localizados no Uruguai, Paraguai e em países da região Amazônica, esse percentual, no entanto, pode crescer e alcançar 18% do total global, conforme relatado pelo Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH).

O estudo é amplo e também contempla a análise dos dados sobre a Disponibilidade de Água no Solo (DAS) nos municípios responsáveis por 80% da quantidade produzida de soja, milho (1ª e 2ª safras), algodão, trigo, feijão (1ª, 2ª e 3ª safras), cana e café. Indica que grande parte dos municípios produtores de feijão encontra-se com baixa DAS desde janeiro deste ano. Os municípios com expressiva produção de milho (1ª safra), cana e café também encontram-se com baixa DAS no mesmo período.

SERVIÇO

Hot site “Água na Agricultura”
Informações sobre efeitos da falta de água na lavoura. 
www.embrapa.br/agua-na-agricultura

FIQUE SABENDO

Dados da ONU indicam que os segmentos agrícolas utilizam em torno de 70% da água.
Cerca de 80% da água doce do Brasil está na região Amazônica. Os outros 20% abastecem larga extensão do território brasileiro onde habita 95% da população.
O Brasil tem cerca de 30 milhões de hectares irrigáveis, mas “aproveitamos apenas 17%”.

Foto: Divulgação

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